quinta-feira, 28 de abril de 2011

ANTES QUE ELES CRESÇAM -Affonso Romano de Sant'Anna

ANTES QUE ELES CRESÇAM


Affonso Romano de Sant'Anna


Há um período em que os pais vão ficando órfãos de seus próprios filhos.
É que as crianças crescem independentes de nós, como árvores tagarelas e pássaros estabanados.
Crescem sem pedir licença à vida.
Crescem com uma estridência alegre e, às vezes com alardeada arrogância.
Mas não crescem todos os dias, de igual maneira, crescem de repente.
Um dia sentam-se perto de você no terraço e dizem uma frase com tal maneira que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura.
Onde é que andou crescendo aquela danadinha que você não percebeu?
Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços e o primeiro uniforme do maternal?
A criança está crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil. E você está agora ali, na porta da discoteca, esperando que ela não apenas cresça, mas apareça...
Ali estão muitos pais ao volante, esperando que eles saiam esfuziantes e cabelos longos, soltos.
Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão nossos filhos com uniforme de sua geração.
Esses são os filhos que conseguimos gerar e amar, apesar dos golpes dos ventos, das colheitas, das notícias, e da ditadura das horas.
E eles crescem meio amestrados, observando e aprendendo com nossos acertos e erros.
Principalmente com os erros que esperamos que não se repitam.
Há um período em que os pais vão ficando um pouco órfãos dos filhos.
Não mais os pegaremos nas portas das discotecas e das festas.
Passou o tempo do ballet, do inglês, da natação e do judô.
Saíram do banco de trás e passaram para o volante de suas próprias vidas. Deveríamos ter ido mais à cama deles ao anoitecer para ouvirmos sua alma respirando conversas e confidências entre os lençóis da infância, e os adolescentes cobertores daquele quarto cheio de adesivos, posters, agendas coloridas e discos ensurdecedores.
Não os levamos suficientemente ao Playcenter, ao shopping, não lhes demos suficientes hamburgueres e refrigerantes, não lhes compramos todos os sorvetes e roupas que gostaríamos de ter comprado.
Eles cresceram sem que esgotássemos neles todo o nosso afeto.
No princípio iam à casa de praia entre embrulhos, bolachas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscinas e amiguinhos.
Sim havia as brigas dentro do carro, a disputa pela janela, os pedidos de chicletes e cantorias sem fim.
Depois chegou o tempo em que viajar com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível deixar a turma e os primeiros namorados.
Os pais ficaram exilados dos filhos. Tinham a solidão que sempre desejaram, mas, de repente, morriam de saudades daquelas "pestes".
Chega o momento em que só nos resta ficar de longe torcendo e rezando muito para que eles acertem nas escolhas em busca da felicidade.
E que a conquistem do modo mais completo possível.
O jeito é esperar: qualquer hora podem nos dar netos.
O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos e que não pode morrer conosco.
Por isso os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável carinho.
Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto.
Por isso é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que eles cresçam.


terça-feira, 12 de abril de 2011

Senhora Dona Catacrese

SENHORA DONA CATACRESE
Maria Hilda de J. Alão.



Mamãe eu quero saber:
O alho tem dente, ele morde?
O fogão tem boca, ele come?
A mesa tem perna, ela anda?
Diga-me, também, sem ficar brava,
A xícara tem asa, ela voa?

Filho, isso é coisa de dona Catacrese,
A distinta figura de linguagem
Do nosso rico idioma.
Ela brinca de fazer comparação
De objetos com partes do corpo humano,

Dos bichos e das aves também.
Ela ganhou vida depois do apagamento
Da etimologia da palavra,
Fazendo-a semelhante à metáfora,
Mas desprovida de poética. Coitada!

Veja menino, em hipótese alguma,
Tente dar alfafa aos cavalos do motor
Do carro zero quilômetro
Lá na garagem do seu avô.

Não quero que me pergunte
Se tendo cabeça o prego pensa,
Nem se o coração da floresta
Bate descompassado.

Nariz de avião não sofre de resfriado,
Olho de furacão não precisa óculos,
Louco é quem se atreve
A coçar as costas da cadeira.

Não diga nunca a ninguém
Que o piano abana a cauda
Lá na sala de música
Nem que cabeleireiro
Penteia o cabelo do milho.

Se pensa que pode ganhar
Dos braços da poltrona um abraço,
Pode esquecer seu sapeca,
Nada de televisão!

Você entendeu o que eu disse?
Abra o livro e estude
Porque no peito do pé eu sinto
Um formigamento estranho
Por ficar em pé falando
De tão importante figura.

Veja lá meu garotinho,
Quando nos falta um termo específico
Para designar um conceito
Tomamos outro por empréstimo.

Mamãe, foi tão boa a nossa conversa,
Você sabe de tudo um pouco
Agora, diga-me o que tem pra comer
Porque a barriga da minha perna
Está roncando de fome. Ahahahaha!

Faça Acontecer

FAÇA ACONTECER!

.
Quase não existe diferença visível entre o atleta vencedor e o que chega por último.
Ambos possuem o mesmo número de músculos para trabalhar.
Ambos jogam com as mesmas regras e usam equipamentos semelhantes.
Porém, o vencedor é o que tem a determinação de vencer.
É aquele que faz o que é preciso.
Treina dia após dia, se esforça um pouco mais a cada treino, é capaz de visualizar sua passagem pela linha final
à frente do resto.
Tanto o vendedor melhor pago quanto aquele que raramente realiza uma venda, possuem os mesmos talentos
e recursos.
A diferença está no que eles fazem com o que têm.
Tanto o escritor que mais vende quanto o que nunca publicou nada, possuem o mesmo dicionário cheio de palavras
para trabalhar.
A diferença está no que eles fazem com o que têm.
Você já possui a matéria-prima para o sucesso e a realização.
Você possui o necessário para atingir a grandiosidade em tudo.
Você tem dentro de si o potencial para conquistas extraordinárias.
Ninguém é mais nem menos equipado para o sucesso do que você.
Mas é você quem deve fazer acontecer.
É você quem tem que assumir o compromisso e fazer o que for necessário para atingir a grandiosidade de que é capaz.
Você tem o que é preciso.
Faça acontecer!
.
.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Você é Muito Especial

Existe um momento em nossa vida, que despertamos para o mundo, como se tivessemos num sonho adormecido.
E buscamos dentro de nós uma força tão grande, uma expectativa esperançosa de ver nossos sonhos realizados.
É um momento só nosso, um momento de carência, de solidão e uma vontade louca de encontrar alguém que se perdeu no tempo, mas que se encontra presente no atual presente.
Observe-se, valorize o que você tem de bom para oferecer, ouça alguém que tem algo importante a lhe dizer, porque você é a pessoa mais especial desse mundo.
Algumas vezes, falamos para nós mesmos que não sabemos o significado da palavra amor, mas podemos senti-lo.
Podemos valorizar este sentimento por cada carícia, por cada gesto meigo, por cada bem praticado. Se existe alguém especial, esse alguém é você.
Pois você está acima do mal.
Muitas vezes, o bem e o mal estão dentro de nós, de você mesmo.
O mais importante é que você saiba eliminar este mal, agindo de maneira consciente, sendo útil, fazendo o bem para si mesmo e para as outras pessoas.
Portanto, o amor que você sente, você deve dividi-lo em quatro partes: o amor a Deus, o amor ao próximo, o amor aos seus parentes e amigos que sempre estiveram ao seu lado e o amor a si próprio.
Agindo assim, com essa capacidade de amar, você estará fazendo a sua história, estará escrevendo nas páginas do livro da vida; que só você; saberá o final.
Porque você... é muito especial!

sábado, 12 de março de 2011

Cicatrizes

                                           CICATRIZES

                                                                                     Cicatrizes     
No corpo, mormente, expomosAs marcas dos ferimentos,Dos danos, fatais momentos,Que, às vezes, vivenciamos.Os machucados reaisOu eventos inocentes,Feridas inconseqüentes,Sofrendo ou não, relembramos.
Mas existe um tipo amargoDe marcas que vão ao fundo,São as tristezas do mundo,Injustiças que passamos,São amores que perdemosOu nódoas da consciênciaQuando nós, por negligência,A outrem prejudicamos.
Nos caminhos da existência,Estas mais duras feridasCalcadas em nossas vidas,Que nos abalam a calma,Formam tensas provações,Calam mais forte na gente,São os algozes da mente,São cicatrizes da alma...
As cicatrizes do corpoMais fáceis de controlar,São passíveis de operarOu de tê-las maquiadas...Porém dores metafísicasDifíceis de disfarçar,Teimam em atormentarAs almas fragilizadas...
Essas mágoas do espírito,De um sofrer inconfundível,Nem sempre me foi possívelExtirpar pelas raízes...Então sigo meu caminho,Longa estrada a percorrer,Aprendendo a conviverCom as minhas cicatrizes...
©Oriza Martins

sábado, 5 de março de 2011

O Vôo do Condor

As vezes, sinto vontade de voar, com uma pretensiosa convicção de saber planar sobre as nuvens e montanhas. Mas até nos sentimentos, a força da gravidade nos mantém presos a vínculos, que até hoje, não consegui aceitar seus mistérios e porquês. É como se a vida me conduzisse para os meus mais íntimos sonhos e uma força poderosa, mas sem preceitos estabelecidos por mim, me chamasse para a razão. Uma razão que não me cabe julgar ou aceitar, pois ela já existe dentro de mim. Como queria voar! Sem local e hora de pouso. Simplesmente voar! Voar em busca de viver, voar em busca do meu "eu", voar nos meus sonhos e desejos mais íntimos, como o Condor, que ao olhar para baixo, sente a fragilidade dos que se encontram sobre a terra e extasiado senti-se distante de todo tipo de mesquinharias que lá se encontra. Talvez este condor até tentasse um vôo rapante, mas longe de se iludir com a paisagem tão próxima e batendo com toda força suas asas, fugiria, como se já conhecesse aquele lado falso do belo e não quisesse mais iludir-se. Permanecendo longe de tudo e de todos. Evitando sofrimentos e questionamentos. Sendo um pouco egoísta a quem o quisesse julgar, mas vivendo, não sei como, o seu sonho de superioridade. Mesmo sendo umsentimento, que dentro dele, não significasse, exatamente superioridade e sim liberdade. Voar, voar, voar... Um vôo sem limites, sem rumo, mas um vôo verdadeiro, de um ser que nunca vai se encontrar na realidade, pois seus sonhos são maiores, mas impossíveis, porque o mundo não é dele e o rumo das leis já estabelecidas, não mudam. Voe Condor! Não olhe para baixo, não olhe a razão! Simplesmente voe! Procure ser feliz! É difícil, eu sei! Mas me faça também um pouco feliz, vendo-o partir. Saia dessa prisão, e não se culpe . Você foi feito para viver livremente, não se puna por um desejo, que está lhe sufocando. Ponha-o em prática e se não der certo, o caminho de volta você também conhece e pode tentar regressar, mas, mais bonito e corajoso, menos deprimido e confiante. Você irá se conhecer e irá com certeza mudar sua pequena vida.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Se um dia...por LUA VERDE

Se um dia for teu sonhar…
Voaremos juntos num arco-íris de sentidos
Em tuas mãos abraçarei o mundo
Nos teus olhos mergulharei minha alma
Da tua boca roubarei mil sorrisos coloridos.
Se um dia for teu acordar…
Mandarei a Lua vir beijar o Sol
Num beijo terno e doce
Feito de bolas de sabão
Imenso de magia, sonho e verdade.
Se um dia formos o momento…
Quero ser teu sopro eterno
Pássaros cantarão no nosso jardim
Das fontes brotarão pétalas de mel feitas
As lágrimas secarão na nossa memória.
Se um dia fores Tu e Eu..
A perfeição fugirá envolta de vergonha
E o Mundo será demasiado belo

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Uma linda história triste

Luci..Era uma Vez

Contos..historias..cenas ..testemunhos ..lembranças..de vidas..umas com um final feliz e, outras com o destino de luta interior..de batalha espiritual e tantos motivos que geram uma historia..uma linda historia de vida..
Vivemos cada um de nós estes contos ..estes testemunhos e, cada final desenhamos o livre arbitrio que Deus nos deu..e cada passo errado, fica marcado em nossas almas com uma cicatriz que dói..quando lembramos, e esta dor finhinha que continua machucando nos faz ser exemplos,que podem ajudar alguem com a lição que  passamos com nossos erros. Fiquem com a Paz de Deus


Luci..Era uma Vez

Uma Verdadeira Historia de Amor ...

Quando um homem ama uma mulher - Tradução

Amo esta Vida

Amo essa vida
que me trás alegria.
Tanto noite como dia
Sua beleza irradia!
Amo essa vida
no tom azul da cor do mar,
no brilho intenso do luar,
na aurora a despontar!
Mas amo tanto essa vida
sem razão pra desespero,
pois é nela que espero,
uma chance pra lutar.
Como não amar essa vida,
se foi o próprio Deus quem a me deu?
A Ele dedico minha vida.
A vida que Deus me deu!

A Ratoeira

Um rato olhando pelo buraco na parede vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo em que tipo de comida poderia ter ali.
Ficou aterrorizado quando descobriu que era uma ratoeira.

Foi para o pátio da fazenda advertindo a todos:



" Tem uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa."

A galinha, que estava cacarejando e ciscando, levantou a cabeça e disse:

"Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que é um grande problema para o senhor,
mas não me prejudica em nada, não me incomoda."

O rato foi até o porco e disse a ele:

"Tem uma ratoeira na casa, uma ratoeira."

"Desculpe-me Sr. Rato, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser rezar.
Fique tranqüilo que o senhor será lembrado nas minhas preces."

O rato dirigiu-se então à vaca. Ela disse:

"O que Sr. Rato? Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não!"

Então o rato voltou para a casa, cabisbaixo e abatido, para encarar a ratoeira do fazendeiro.
Naquela noite ouviu-se um barulho, como o de uma ratoeira pegando sua
vítima. A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pego. No escuro,
ela não viu que a ratoeira pegou a cauda de uma cobra venenosa.

A cobra picou a mulher.


O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital. Ela voltou com febre. Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja.

O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal.

Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la.

Para alimentá-los o fazendeiro matou o porco. A mulher não melhorou e muitas Pessoas vieram visitá-la.


Muita gente veio vê-la o fazendeiro então sacrificou a vaca para alimentar todo aquele povo.

Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito lembre-se que, quando há uma ratoeira na casa, toda a fazenda corre risco.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Frases do dia

Transportai um punhado de terra todos os dias e farás uma montanha."
--Confúcio





Existem homens que lutam um dia e são bons; existem outros que lutam um ano e são melhores; existem aqueles que lutam muitos anos e são muito bons. Porém, existem os que lutam toda a vida. Estes são os imprescindíveis."
--Bertolt Brechet

Coma os Morangos

Coma os morangos


Um sujeito estava caindo em um barranco e se agarrou às raízes de uma árvore.

Em cima do barranco, havia um urso imenso querendo devorá-lo.

O urso rosnava, mostrava os dentes, babava de ansiedade pelo prato que tinha à sua frente.

Embaixo, prontas para engoli-lo quando caísse, estavam nada mais nada menos do que seis onças tremendamente famintas.

Ele erguia a cabeça, olhava para cima e via o urso rosnando.

Abaixava depressa a cabeça para não perde-la na sua boca.

Quando o urso dava uma folga, ouvia o urro das onças, próximas de seu pé.

As onças embaixo querendo come-lo, e o urso em cima querendo devora-lo.

Em determinado momento, ele olhou para o lado esquerdo e viu um morango vermelho, lindo, com aquelas escamas douradas refletindo o sol.

Num esforço supremo, apoiou seu corpo, sustentado apenas pela mão direita, e, com a esquerda, pegou o morango.

Quando pode olha-lo melhor, ficou inebriado com sua beleza.

Então, levou o morango a boca e se deliciou com o sabor doce e suculento.

Foi um prazer supremo comer aquele morango tão gostoso.

Talvez você me pergunte: "Mas, e o urso?" Dane-se o urso e coma os morangos!

E as onças? Azar das onças, coma os morangos! As vezes, você esta em sua casa no final de semana com seus filhos e amigos, comendo um churrasco.

Percebendo seu mau humor, seu(sua) esposa(o) lhe diz: - Meu bem, relaxe e aproveite o domingo!

E você, chateado(a), responde: "Como posso curtir o domingo se amanhã vai ter um monte de ursos querendo me pegar na empresa?" Relaxe e viva um dia por vez:

Coma o morango. Problemas acontecem na vida de todos nós, até o último suspiro.

Sempre existirão ursos querendo comer nossas cabeças e onças, arrancar nossos pés. Isso faz parte da vida, é importante saber comer os morangos, sempre.

A gente não pode deixar de come-los só porque existem ursos e onças.

Você pode argumentar: Eu tenho muitos problemas para resolver.

Problemas não impedem ninguém de ser feliz. O fato de seu chefe ser um chato não é motivo para você deixar de gostar de seu trabalho.

O fato de sua mulher estar com tensão pré-menstrual não os impede de tomar sorvete juntos.

O fato do seu filho ir mal na escola não e razão para não dar um passeio pelo campo.

Coma o morango, não deixe que ele escape.

Poderá não haver outra oportunidade para experimentar algo tão saboroso.

Saboreie os bons momentos. Sempre existirão ursos, onças e morangos. Eles fazem parte da vida.

Mas o importante é saber aproveitar o morango, porque o urso e a onça não dão tempo para aproveitar.

Coma o morango quando ele aparecer. Não deixe para depois. O melhor momento para ser feliz é agora. O futuro é ilusão que sempre será diferente do que imaginamos.

As pessoas vê o sucesso como uma miragem.

Como aquela historia da cenoura pendurada na frente do burro que nunca a alcança.

As pessoas visualizam metas e, quando as realizam, descobrem que elas não trouxeram felicidade. Então, continuam avançando e inventam outras metas que também não as tornam felizes.

Vivem esperando o dia em que alcançarão algo que as deixarão felizes.

Elas esquecem que a felicidade e construída todos os dias.

A felicidade não e algo que você vai conquistar fora de você. A felicidade é algo que vive dentro de você, de seu coração.

Como o Carvalho

Como o carvalho


Todas as vezes que nos deparamos com problemas em nossa vida, observamos o quanto somos frágeis.

As alegrias se vão e só fica a verdade de que somos impotentes para lidar com adversidades que surgem no decorrer de nossa existência.

Deus nos deixa lições interessantes em sua criação para nos mostrar o contrário, que o homem foi criado forte e que essa força é sempre adquirida e absorvida dessas situações adversas.

Você conhece uma árvore chamada CARVALHO?

Pois é, essa árvore é usada pelos botânicos e geólogos como um medidor de catástrofes naturais do ambiente.

Quando querem saber o índice de temporais e tempestades ocorridas numa determinada floresta, eles observam logo o carvalho (existindo no local, é claro), que naturalmente é a árvore que mais absorve as conseqüências de temporais.

Quanto mais temporais e tempestades o carvalho enfrenta, mais forte ele fica!

Suas raízes naturalmente se aprofundam mais na terra e seu caule se torna mais robusto, sendo impossível uma tempestade arrancá-lo do solo ou derrubá-lo!

Mas não pense que os cientistas precisam fazer essas análises todas para saber isso! Basta apenas eles olharem para o carvalho.

Por absorver as conseqüências das tempestades, a robusta árvore assume uma aparência disforme, como se realmente tivesse feito muita força.

Muitas vezes uma aparência triste!

Cada tempestade para um carvalho é mais um desafio a ser vencido e não uma ameaça!
Numa grande tempestade, muitas árvores são arrancadas, mas o carvalho permanece firme!

Assim somos nós.

Devemos tirar proveito das situações contrárias à nossa vida e ficar mais fortes!

Um pouco marcados. Muitas vezes com aparência abatida, mas fortes!!!

Com raízes bem firmes e profundas na terra!

Podemos, com isso, compreender o que o nosso PAI maravilhoso quis nos ensinar, quando disse que podemos todas as coisas naquele que nos fortalece.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

CONTEMPLAÇÃO

Ao acordar em uma manhã de chuva, despertei com uns pingos finos que caíam sorrateiramente sobre a minha pele. Naquela noite, havíamos dormido com as janelas abertas, a do quarto e da sala, para fazer circular o vento que arejava a casa com um frescor de brisa que cheirava a litoral. Resolvi fechar a janela, com receio de um resfriado. Levantei-me com cuidado para não acordar Aline e percebi que, mesmo de janela fechada, o quarto possuía uma claridade natural que me permitia contemplar a presença daquela que há quase três anos divide comigo o repouso de cada noite. Não foi a primeira vez que senti um ardor de felicidade invadir minha alma. Procurei usufruir cada segundo daquele momento com a intensidade que move o coração dos amantes. Com a face voltada para a parte lateral da cama, como costumava dormir, e a boca ligeiramente aberta, Aline transparecia um sono solene. Recordo-me das primeiras vezes que começamos a dormir juntos. Quando namorados, imaginávamos que passaríamos a noite com nossos corpos entrelaçados, sentindo-nos como uma coisa só, respirando o mesmo ar, desfrutando o mesmo espaço, com o intuito de pôr em xeque as leis da física. Já na lua-de-mel, constatamos que não seria tão fácil assim. Eu me sentia um pouco sufocado e ela sempre preferiu dormir de costas para mim. Às vezes assolava-me uma inveja daqueles casais que passavam a noite abraçados como eternos namorados. O fato é que não dormir juntinhos não tornava o nosso sentimento menos sublime e menos intenso que o daqueles que se beijavam em toda e em qualquer circunstância, seja no cinema ou em frente às igrejas, no calor ou no frio, nos finais de tarde ou no resplendor da aurora. Envolvido em patente exultação, deslizei meus dedos por suas costas, percorrendo-lhe a pele até o pescoço, vindo a encerrar o percurso sobre seus cabelos. Estes, além de macios, possuíam tal volume que minhas mãos se perdiam por entre seus fios. Senti sua perna se arrepiar. Um sorriso se desenhou em seus lábios, mas não queria que acordasse. Mais uma vez vieram as recordações e um medo se adentrou por entre as frestas de meus pensamentos, medo de não tê-la conhecido, de não tê-la namorado e, por fim, de não tê-la desposado. Procurei imaginar minha vida sem sua presença ou sem sua existência e, como numa reação de defesa que só os seres vivos possuem, decorrente de um instinto de sobrevivência tão inato ao coração humano, minha mente não concebia tal possibilidade. E, assim, agradeci a Deus. O chuvisco insistia em regar a terra e os jardins do lado de fora e eu não conseguia me virar e continuar dormindo, não por medo de viver um sonho, a realidade era por demais concreta, mas porque aquele era um momento de verdadeira contemplação e, por que não dizer, de comoção. Comprovava-se ali que, para um casal sentir o amor que os envolve, não se faz necessário um entrelaçar de pernas e braços ou de beijos avassaladores, a despeito de esses gestos também se mostrarem como expressões de carinho e afeto. A contemplação da pessoa amada alarga o coração, alimenta a alma e enternece o corpo. Meus dedos percorrem novamente sua pele e vejo seus braços se arrepiarem, como uma espécie de autorização que me impulsiona a não parar. Ao esticar as pernas, num espreguiçar lânguido, percebo que também estas desfrutam o prazer da ternura que procuro transportar para seu corpo. O que mais me impressiona, no entanto, é a exultação de sua presença. Sentia-me em estado de graça. A manhã clama por um novo dia. A chuvinha pára, reabro a janela devido ao calor e volto a dormir, com a certeza de ter experienciado a mais pura e sublime contemplação.
Leonardo Setesois

Frase do dia

Não estrague o seu dia, aprenda, com a sabedoria divina, a desculpar infinitamente, construindo e reconstruindo - sempre - para o infinito Bem.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

A Parábola do Cavalo

Um fazendeiro, que lutava com muitas dificuldades, possuía alguns cavalos para ajudar nos trabalhos em sua pequena fazenda. Um dia, seu capataz veio trazer a notícia de que um dos melhores cavalos havia caído num velho poço abandonado. O poço era muito profundo e seria extremamente difícil tirar o cavalo de lá. O fazendeiro foi rapidamente até o local do acidente, avaliou a situação, certificando-se que o animal não se havia machucado. Mas, pela dificuldade e alto custo para retirá-lo do fundo do poço, achou que não valia a pena investir na operação de resgate. Tomou, então, a difícil decisão: determinou ao capataz que sacrificasse o animal jogando terra no poço até enterrá-lo, ali mesmo. E assim foi feito. Os empregados, comandados pelo  capataz, começaram a lançar terra para dentro do buraco de forma a cobrir o cavalo. Mas, à medida que a terra caía em seu dorso, o animal a sacudia e ela ia se acumulando no fundo, possibilitando ao cavalo ir subindo. Logo os homens perceberam que o cavalo não se deixava enterrar, mas, ao contrário, estava subindo à medida que a  terra enchia o poço, até que, finalmente, conseguiu sair! 
Se você estiver "lá  embaixo", sentindo-se  pouco valorizado, quando, certos de seu "desaparecimento", os outros jogarem sobre você a terra da  incompreensão, da falta de oportunidade e de apoio, lembre-se do cavalo desta história.
Não aceite a terra que jogaram sobre você, sacuda-a e suba sobre ela.
E quanto mais jogarem, mais você vai subindo, subindo, subindo, subindo...
Você é sempre maior que todos os problemas que a vida nos apresenta e dentro de você têm uma força divina que nos impele à Vida.