quarta-feira, 20 de julho de 2011

Nem a Rosa e nem o Cravo e Coisas da Vida





Nem a Rosa, nem o Cravo…As frases perdem seu sentido, as palavras perdem sua significação costumeira, como dizer das árvores e das flores, dos teus olhos e do mar, das canoas e do cais, das borboletas nas árvores, quando as crianças são assassinadas friamente pelos nazistas? Como falar da gratuita beleza dos campos e das cidades, quando as bestas soltas no mundo ainda destroem os campos e as cidades?

Já viste um loiro trigal balançando ao vento? É das coisas mais belas do mundo, mas os hitleristas e seus cães danados destruíram os trigais e os povos morrem de fome. Como falar, então, da beleza, dessa beleza simples e pura da farinha e do pão, da água da fonte, do céu azul, do teu rosto na tarde? Não posso falar dessas coisas de todos os dias, dessas alegrias de todos os instantes. Porque elas estão perigando, todas elas, os trigais e o pão, a farinha e a água, o céu, o mar e teu rosto. Contra tudo que é a beleza cotidiana do homem, o nazifascismo se levantou, monstro medieval de torpe visão, de ávido apetite assassino. Outros que falem, se quiserem, das árvores nas tardes agrestes, das rosas em coloridos variados, das flores simples e dos versos mais belos e mais tristes. Outros que falem as grandes palavras de amor para a bem-amada, outros que digam dos crepúsculos e das noites de estrelas. Não tenho palavras, não tenho frases, vejo as árvores, os pássaros e a tarde, vejo teus olhos, vejo o crepúsculo bordando a cidade. Mas sobre todos esses quadros bóiam cadáveres de crianças que os nazis mataram, ao canto dos pássaros se mesclam os gritos dos velhos torturados nos campos de concentração, nos crepúsculos se fundem madrugadas de reféns fuzilados. E, quando a paisagem lembra o campo, o que eu vejo são os trigais destruídos ao passo das bestas hitleristas, os trigais que alimentavam antes as populações livres. Sobre toda a beleza paira a sombra da escravidão. É como u’a nuvem inesperada num céu azul e límpido. Como então encontrar palavras inocentes, doces palavras cariciosas, versos suaves e tristes? Perdi o sentido destas palavras, destas frases, elas me soam como uma traição neste momento.

Mas sei todas as palavras de ódio, do ódio mais profundo e mais mortal. Eles matam crianças e essa é a sua maneira de brincar o mais inocente dos brinquedos. Eles desonram a beleza das mulheres nos leitos imundos e essa é a sua maneira mais romântica de amar. Eles torturam os homens nos campos de concentração e essa é a sua maneira mais simples de construir o mundo. Eles invadiram as pátrias, escravizaram os povos, e esse é o ideal que levam no coração de lama. Como então ficar de olhos fechados para tudo isto e falar, com as palavras de sempre, com as frases de ontem, sobre a paisagem e os pássaros, a tarde e os teus olhos? É impossível porque os monstros estão sobre o mundo soltos e vorazes, a boca escorrendo sangue, os olhos amarelos, na ambição de escravizar. Os monstros pardos, os monstros negros e os monstros verdes.

Mas eu sei todas as palavras de ódio e essas, sim, têm um significado neste momento. Houve um dia em que eu falei do amor e encontrei para ele os mais doces vocábulos, as frases mais trabalhadas. Hoje só 0 ódio pode fazer com que o amor perdure sobre o mundo. Só 0 ódio ao fascismo, mas um ódio mortal, um ódio sem perdão, um ódio que venha do coração e que nos tome todo, que se faça dono de todas as nossas palavras, que nos impeça de ver qualquer espetáculo – desde o crepúsculo aos olhos da amada – sem que junto a ele vejamos o perigo que os cerca.

Jamais as tardes seriam doces e jamais as madrugadas seriam de esperança. Jamais os livros diriam coisas belas, nunca mais seria escrito um verso de amor. Sobre toda a beleza do mundo, sobre a farinha e o pão, sobre a pura água da fonte e sobre o mar, sobre teus olhos também, se debruçaria a desonra que é o nazifascismo, se eles tivessem conseguido dominar o mundo. Não restaria nenhuma parcela de beleza, a mais mínima. Amanhã saberei de novo palavras doces e frases cariciosas. Hoje só sei palavras de ódio, palavras de morte. Não encontrarás um cravo ou uma rosa, uma flor na minha literatura. Mas encontrarás um punhal ou um fuzil, encontrarás uma arma contra os inimigos da beleza, contra aqueles que amam as trevas e a desgraça, a lama e os esgotos, contra esses restos de podridão que sonharam esmagar a poesia, o amor e a liberdade!

Jorge Amado





COISAS DA VIDA - autor desconhecido

Já escondi um amor com medo de perdê-lo,
já perdi um amor por escondê-lo.Já segurei nas mãos de alguém por
estar com medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida,
já me arrependi por isso. Já passei noites chorando até pegar no sono,
já fui dormir tão felizão ponto de nem conseguir fechar os olhos. Já
acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram,já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim,ao ponto de querer sumir. Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi. Já fingi não dar importância a pessoas que amava para mais tarde chorar quieto em meu canto. Já sorri chorando lágrimas de tristeza,
já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena,
já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia. muitas vezes deixei de falar o que
 penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns,
já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já senti muita falta de alguém,mas nunca lhe disse. Já gritei quando deveria
calar, já calei quando deveria gritar. Já contei piadas e mais piadas sem graça
apenas para ver um amigo mais feliz…
Já inventei histórias de final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade. já tive medo do escuro,
Hoje no escuro “me acho, me agacho, fico ali”.
Já caí inúmeras vezes achando que não iria me reerguer,
Já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais. Já liguei
para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro,por ele levar alguém que eu amava embora.
Já chamei pela mãe no meio da noite fugindo de um pesadelo, mas ela não
apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de “amigo”
E descobri que não eram;
Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão
 especiais para mim.
Não me dêem formulas certas,porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim,porque vou seguir meu coração!.
Não me façam ser o que eu não sou,não me convidem a ser igual,
porque sinceramente sou diferente!. Não sei amar pela metade, não sei
viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesmo, mas com certeza não serei o mesmo para sempre.





terça-feira, 19 de julho de 2011

Um Amor Puro

Um Amor Puro
O que há dentro do meu coração
Eu tenho guardado pra te dar
E todas as horas
Que o tempo tem pra me conceder
São tuas até morrer
E a tua estória, eu não sei
Mas me diga só o que for bom
Um amor tão puro
Que ainda nem sabe a força que tem
É teu e de mais ninguém
Te adoro em tudo, tudo, tudo
Quero mais que tudo, tudo, tudo
Te amar sem limites
Viver uma grande estória
Aqui ou noutro lugar
Que pode ser feio ou bonito
Se nós estivermos juntos
Haverá um céu azul
Um amor puro
Não sabe a força que tem
Meu amor eu juro
Ser teu e de mais ninguém
Um amor puro ...
Autor Desconhecido

UM DIA ESPECIAL - Autor: André Filho


UM DIA ESPECIAL


Era um dia como qualquer outro, porém, muito especial... especial porque pressentia que a qualquer instante poderia encontrá-la. Outro detalhe importante: uma vez frente a frente, eu poderia até mesmo lhe falar desse sentimento que me consumia por inteiro ao avistá-la ou até mesmo quando via-me sentado no sofá, na calçada ou no calçadão, sonhando acordado por longos e mágicos minutos... um amor quase sem fim...
Sei apenas que era um dia comum como qualquer outro, só que este tinha um toque diferente, que me deixava mais seguro. É verdade... o medo, a ansiedade e o nervosismo haviam sumido no interior de mim mesmo. O único desejo que acedia as chamas do meu coração era a vontade de encontrá-la - ela que era o grande amor da minha vida!
Não lembro se era um dia de Primavera ou de Verão, nem o instante exato em que a encontrei. Foi um momento ímpar, maravilhoso, e todo o mundo se concentrou no seu lindo corpo de princesa, de musa que me inspirava por semanas, meses, dias... Sentia o que ela sentia: aquele era o momento exato.
Não poderia haver falha. Cada uma das minhas palavras teria que ser precisa e preciosa. O dia se iluminou por inteiro ao meu lado. E ela sorriu. E o dia sorriu... e o vento circulou os seus cabelos, dando-lhe um encanto que fortificou as minhas palavras, doces palavras que resumiam tudo que eu queria lhe falar há tanto tempo!
E aquele abraço demorado foi o início de momentos inesquecíveis, naquele dia que se transformou em outros dias que fizeram do nosso amor, um amor verdadeiro e maravilhoso. O hoje não nos deixa mentir.

REALIDADE DE UM AMOR - Autor: André Filho

REALIDADE DE UM AMOR


Teu olhar tem um encantamento ímpar que inspira ternura aos que te rodeiam... sim, uma ternura capaz de me conduzir pelos caminhos onde reina a harmonia, a alegria e a felicidade. Isto é que é viver!, e nesse lugar mo maravilhoso, sou capaz de esquecer as vicissitudes da vida. E são tantas as emoções - quando a todo instante me encontro pensando em ti -, que já nem sei como definir a grandeza deste amor que estou sentindo.
Doces palavras gostaria de ouvir de teus lábios suaves, sim, nada mais se compara à tua beleza - que lembra a perfeição das mais lindas flores de um jardim secreto, exótico e misterioso desconhecido por todos que de ti já se aproximaram, mas que eu conheço profundamente, mesmo sem estar em sintonia direta com a história da tua vida... mas sinto a mesma sensação que talvez possas sentir no interior de si mesma: que nossas almas se conhecem muito bem.
Talvez sejam almas gêmeas, talvez não, mas tudo bem... o que importa é que os caminhos de nossas vidas se cruzaram... não por coincidência do destino, mas porque Deus quis... e o futuro somente a Ele pertence. O que podemos fazer é apenas aperfeiçoar esse sentimento, dando-lhe ou não vida própria, vivendo ou esquecendo a realidade deste novo e maravilhoso amor. O tempo - esse irmão companheiro " nos proporciona a decisão.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Reflexos da vida - Joana Assis

Imploro-te, deixa-me viver-te…
Que o espelho volte a estar unido,
pedaços desta fé sem sentido,
destes sentimentos de silêncios e lágrimas que perdi…
Peço-te, deixa que a vida me preencha,
que se una ao meu mar de sangue e de vazio,
aos gritos mudos que me dilaceram a alma…
Não, não voes para longe!
Alcança-me e abraça a minha alma nua,
entrelacemos os dedos,
sangue no sangue, vidas unidas por fim!

 Joana Assis

http://poesiaemredevida.blogs.sapo.pt/7126.html
 

Run To You - Whitney Houston ( C/ tradução )

* Várias de mim * - Úrsula A. Vairo Maia *

Quero partir, quero ficar
Quero meu tempo diluir
Para não mais
O espelho contemplar
Me perdi de mim
Quero na solidão
Meus vulcões serenar
Sou passional
Querendo ser razão
Sou sereia do mar
Sou terra, sou céu
Sou toda emoção
Sou júbilo, sou pranto
Sou previsível, sou espanto
Sou única e diversa
Em reflexão imersa
Sou mulher pássaro
Inquieto bicho preso
Sonho rasgado
Em tênue fio costurado
Sou amiga
Sou bandida
Produto inacabado da vida
Sou assim
Várias de mim

                                      * Úrsula A. Vairo Maia *


http://sitedepoesias.com/

Você...Poesia mais linda!

A fábula do beija-flor - (Luiz Pereira da Costa)

Certo dia a mata estava pegando fogo,
E um beija-flor começou a pegar água numa folha
E jogar no fogo. Os outros animais disseram pra ele
Que ele estava ficando louco, pois sozinho não iria conseguir
Apagar todo aquele fogo.
Ele respondeu que não conseguiria apagar o fogo sizinho,
Mas que estava fazendo sua parte.

Fazer nossa parte as vezes só não basta,
Precisamos convencer as pessoas
Que aquilo que estamos fazendo é certo;
Que assim como um elo apenas
Não pode formar uma corrente,
A união de um grupo em torno do mesmo objetivo
É necessária para que esse algo possa ser feito.

Tomar como exemplo o João de Barro,
Assim como outras aves que mesmo sem ter mãos
Para carregar o necessário para a confecção de suas casas,
Vão em frente e fazem um lindo trabalho...
É acreditar ser possível
Aquilo que parece impossível,
É acreditar ter condições de ser feito,
Quando na maioria das vezes,
Parece não haver condições;
É fornecer a Deus ferramentas
Para que Ele possa nos ajudar,
Onde nossa força não nos permite;
Dar-nos coragem onde fraquejamos;
Conduzir-nos até nosso destino final.

(Luiz Pereira da Costa)

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Dúvidas..fracassos? - Lu Simplesmente

Era uma vez...
E quando entro nos meus blogs penso..o que vou colocar às pessoas que entram para ler ou buscar alguma coisa que mexa com seu interior!!!
Porque acho que todos nós buscamos algo..sempre e sempre..e, gostamos ou não..
Então fico imaginando o que gostariam..e as vezes ate esqueço de meus problemas e magoas por esta ou outra coisa..
Porque queremos agradar sempre???
Porque a ficção de ser sempre e sempre melhor e, não ser apenas sincera??
Alguem me responderia ???
Deve ser porque eu ..me procuro em todos os lugares..em uma vida vazia..que as vezes incomoda..
E coloco uma musiquinha instrumental..e viajo entre as estrelas..e vejo a beleza das flôres..as vezes choro (dependendo da minha carência)
Minha busca durante minha vida toda foi..o amor..Mas vejo que falhei ...
E acabo por me sentir vítima de mim mesma...

Lu Simplesmente

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Um grito ao ser humano! - (Alexandre Falcão)

Olha-te e vê, a maravilha que és!
E se não vires, não são teus olhos vendo,
Mas sim teus olhos feitos do olhar de outros,
Aprende um novo olhar, …, só teu!
Vê a maravilha que és!
Flor de lótus em pleno deserto!
Olha á tua volta, …
Não queiras ser somente reflexo do que encontras á tua volta,
Onde vês carnes que se transportam nada mais,
E vês sombras de coisas movendo-se,
Roupagens sem fisionomia própria
Que andam de rastos feito passos,
E olha-te, olha-te e vê como és diferente,
Vê como és estrela, e sol, e lua,
Vê como és lindo no corpo que andas,
Único, maravilhosamente único,
Deliciosamente único e irrepetível!

(Alexandre Falcão)

musica romantica "Back at one" (tradução).

A divina arte de construir pontes - Izabel Telles

A divina arte de construir pontes
Izabel Telles

O ser então sonhou. Sonhou com muitas imagens, com imagens tão nítidas e fortes que parecia que não era sonho. Parecia ser real.
Viu-se numa constelação muito distante, onde dar um só passo poderia demorar cinco horas no tempo da Terra. No centro desta constelação sentiu-se parte de um enorme círculo formado por muitos seres. Todos com cara doce e feliz. Ao lado de cada homem uma mulher com um jeito ainda mais doce e ainda mais feliz. Todos estavam de mãos dadas. O ser queria falar com eles, mas da sua boca não saiam palavras. Estendia os braços, mas estes não alcançavam os braços daquelas pessoas que tinham todos - agora ele se dava conta - as feições do Grande Chefe!
Tendo que ter uma paciência que nem conhecia ou reconhecia em si, aproximou-se lentamente do centro desta roda e contou mentalmente quantos seres estavam ali: o círculo era composto por 22 chefes: 11 homens e 11 mulheres. Todos tinham a mesma altura, de formas que a grande roda tinha muita harmonia e beleza. Porém, cada um representava uma diferente raça. Era, então, um círculo com 22 raças.
Que gigantesca solidão o nosso pequeno ser sentiu naquele instante. Mesmo na linguagem dos sonhos que permite que tudo que aconteça seja verdade mesmo quando tudo parece impossível, ele olhava para cada uma daquelas figuras sem saber bem como começar.
Era como andar sobre um gigantesco tabuleiro de xadrez.
Ele, como um pequeno peão, deveria iniciar o jogo, era isso que a intuição mandava.
E, no sonho, relembrou as ordens do Grande Chefe:
Olhar para ver... sentir... cheirar... e olhou bem para os olhos das pessoas à sua frente. Todos pareciam contas de cristal azul de uma transparência inimaginável... Estas faíscas de cristal emanavam centelhas de amor e bondade e de tão forte natureza que nosso ser não conseguiu mais resistir e se atirou nos braços daquele homem e daquela mulher que estavam bem à sua frente. E, neste instante experimentou paz, harmonia, acolhimento e uma bondade que, penetrando em cada uma de suas células, encheu seu coração de contentamento. Pela primeira vez em sua vida, nosso ser estava experimentando a radiante sensação de estar novamente em casa.
O sol da manhã veio esquentar o corpo do nosso ser que jazia tão relaxado e abandonado na esteira, que o Grande Cacique foi tocá-lo para sentir se ele sonhava, mas ao se aproximar dele e vendo revelado em sua face um enorme sorriso, preferiu deixá-lo dormir mais um pouco. Para o pajé, ele deveria realmente estar sonhando. E o sonho parecia muito bom.
No meio da manhã o ser despertou ainda cheio de sono e ao ver o pajé lá onde a montanha desmancha seu verde sobre a colina, despejando sua força no fundo do vale, saiu correndo, ainda meio sem prumo, em direção ao chefe.
Esbaforido, respirando em compassos rápidos, ele disse de uma só vez:
- SONHEI!!!
O Grande chefe voltou-se mansamente sem pressa e sem tempo, como só os sábios sabem fazer e concordou sorrindo de leve com o grito do ser dizendo:
- Que bom... então vamos agora falar do sonho. Vamos ver o que ele nos revelou.
E o ser desatou a contar o sonho e o pajé desatou a ver o sonho como quem assiste a um filme numa tela comprida e larga. O ser não via, mas o chefe sorria emocionado com o que via/ouvia. Uma verdadeira, pura, cristalina revelação. Bem haja!
Ao fim de todo o relato o pajé apenas disse:
- O que este sonho falou para o seu coração?
O ser respondeu rapidamente:
- Que existe um lugar de paz e harmonia onde a gente não é julgada ou avaliada. Onde tudo que recebemos é amor incondicional. E lá é muito bom! É muito bom voltar para casa!
O cacique apenas arrematou:
- Pois é. Você viu e sentiu as suas origens e para onde, um dia, você irá retornar vitorioso.
O ser então respirou profundamente e, pela primeira vez na sua vida, sentiu que não estava mais sozinho.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Pamela (Desde o Primeiro Momento)

Saudade de um Amigo

A ausência da presença, machuca e fere o coração. Cicatrizes que se abrem facilmente, mas que se fecham com a recordação. Nunca esperamos um adeus, e mesmo que venhamos a dizer ou ouvi-lo, que não produza em nós, um sentimento de perda total, falta de força ou coragem. Pois esta é uma fraqueza humana ingrata, inata. A verdadeira saudade é sentida por pessoas que se amam e se prezam e que neste maravilhoso vinculo de união, expressam constantemente sua presença. Alegram-se com as suas realizações e sucessos. Preocupam-se com suas derrotas e desilusões. Mesmo que seja sentida dolorosamente, esta perda de convívio é superada pela alegria das lembranças, que estarão cada vez mais vivas em nossas mentes, e marcadas com carinho em nossos corações. Apesar da imensa solidão que sentimos no íntimo, uniremos forças para estarmos sempre felizes, pois, sem dúvidas, estaremos sendo lembrados pelas mesmas pessoas em que estamos pensando neste exato momento, Com as mesmas preocupações, alegrias e saudade...

Um Verso de Amor

clipe romântico - BROKEN VOW DE LARA FABIAN

Escolha um..e passe algumas horas de mão dada com o amor...

Flocos de Carinho

Havia uma pequena aldeia onde o dinheiro não entrava.
Tudo o que as pessoas compravam, tudo o que era cultivado e
produzido por cada um, era trocado.
A coisa mais importante, e valiosa era a AMIZADE. Quem nada produzia, quem não possuía coisas que pudessem ser trocadas por alimentos, ou utensílios, dava seu
CARINHO. O CARINHO era simbolizado por um floquinho de algodão.
Muitas vezes, era normal que as pessoas trocassem floquinhos sem querer nada em troca.
As pessoas davam seu CARINHO pois sabiam que receberiam
outros num outro momento ou outro dia. Um dia, uma mulher muito má, que vivia fora da aldeia,
convenceu um pequeno garoto a não mais dar seus floquinhos. Desta forma, ele seria a pessoa mais rica da cidade e teria o que quisesse. Iludido pelas palavras da malvada, o menino, que era uma das pessoas mais populares e queridas da
aldeia, passou a juntar CARINHOS e em pouquíssimo tempo sua casa estava repleta de floquinhos, ficando até difícil de circular dentro dela. Daí então, quando a cidade já estava
praticamente sem floquinhos, as pessoas começaram a guardar o pouco CARINHO que tinham e toda a harmonia da cidade desapareceu. Surgiram a ganância, a  desconfiança, o primeiro roubo, ódio, a discórdia, as pessoas se xingaram pela primeira vez e passaram ignorar-se pelas ruas.
Como era o mais querido
da cidade, o garoto foi o primeiro a sentir-se triste e sozinho, o que o fez procurar a velha para perguntar-lhe e dizer-lhe se aquilo fazia parte da riqueza que ele acumularia. Não a encontrando mais, ele tomou uma decisão. Pegou uma grande carriola, colocou todos os seus floquinhos em cima e caminhou por toda a cidade distribuindo aleatoriamente seu CARINHO. A todos que dava CARINHO, apenas dizia: Obrigado por receber meu carinho.
Assim, sem medo de acabar com seus floquinhos, ele distribuiu até o último CARINHO sem receber um só de volta.
Sem que tivesse tempo de sentir-se sozinho e triste novamente, alguém caminhou até ele e lhe deu CARINHO. Um outro fez o mesmo...Mais outro... e outro... até que definitivamente a aldeia voltou ao normal.

MORAL DA ESTÓRIA:

Nunca devemos fazer as coisas pensando em receber em troca.
Mas devemos fazer sempre. Lembrar que os outros existem é
muito importante. Muito mais importante do que cobrar dos outros que se lembrem de você, pois sentimento sincero nos é oferecido espontaneamente, e assim saberemos quem realmente nos ama.
Aqueles que te quiserem bem se lembrarão de você. Receber sem cobrar é mais verdadeiro.
Receber CARINHO é muito bom. E o simples gesto de lembrar que alguém existe é a forma mais simples de fazê-lo.
Estes são os meus floquinhos para:

VOCÊ !!!

Lições de Vida

segunda-feira, 11 de julho de 2011

A Existência Da Vida - Autor: Desconhecido

Quando sentir vontade de sorrir,
olhe para uma criança e veja que sorriso lindo que ela tem.
Quando sentir vontade de chorar,
olhe para um deficiente e veja que sorriso belo que ele tem apesar de sua deficiência.
Quando se sentir triste,
olhe para trás, e veja quantas coisas boas você construiu.
Muitas vezes, deixamos de olhar para as coisas mais simples da vida,
que nos dão prazer, para nos apegar a coisas fúteis sem nenhum valor.
Quando se sentir só, pense em Deus,
e você não estará mais só.
Quando alguém te magoar,
não retribua, apenas deseja que ele seja feliz.
Quando um mau pensamento surgir,
ore, e você terá a bênção do céus.
Colhe todos os sentimentos bons que você tem
e coloquem em um só versículo e leia com atenção,
e você vai sentir a força das palavras bem ditas.
Quando você pensar em não mais existir,
lembre-se, você não tem esse poder.
Quando você pensar que tudo se acabou,
é porque você não olhou a luz que veio lá de cima,
para te cobrir.
A existência faz parte da vida.
Se há vida, então existimos.
Se existimos, é porque há vida!