domingo, 31 de julho de 2011

QUINDINS NA PORTARIA -- Martha Medeiros

QUINDINS NA PORTARIA
Martha Medeiros

Estava lendo o novo livro do Paulo Hecker Filho, Fidelidades, onde, numa de suas prosas poéticas, ele conta que, antigamente, deixava bilhetes, livros e quindins na portaria do prédio de Mário Quintana: "Para estar ao lado sem pesar com a presença".   Há outras histórias e poemas interessantes no livro, mas me detive nesta frase porque não pesar aos outros com nossa presença é um raro estalo de sensibilidade.
 
Para a maioria das pessoas, isso que chamo de um raro estalo de sensibilidade tem outro nome: frescura.
 
Afinal, todo mundo gosta de carinho, todo mundo quer ser visitado, ninguém pesa com sua presença num mundo já tão individualista e solitário.
Ah, pesa. Até mesmo uma relação íntima exige certos cuidados.
 
Eu bato na porta antes de entrar no quarto das minhas filhas e na de meu próprio quarto, se sei que está ocupado.
Eu pergunto para minha mãe se ela está livre antes de prosseguir com uma conversa por telefone.
Eu não faço visitas inesperadas a ninguém, a não ser em caso de urgência, mas até minhas urgências tive a sorte de que fossem delicadas.
Pessoas não ficam sentadas em seus sofás aguardando a chegada do Messias, o que dirá a do vizinho.
Pessoas estão jantando.
Pessoas estão preocupadas.
Pessoas estão com o seu blusão preferido, aquele meio sujo e rasgado, que elas só usam quando ninguém está vendo.
Pessoas estão chorando.
Pessoas estão assistindo a seu programa de tevê favorito.
Pessoas estão se amando.
Avise que está a caminho. Frescura, jura? Então tá, frescura, que seja.
Adoro e-mails justamente porque são sempre bem-vindos, e posso retribuí-los, sabendo que nada interromperei do lado de lá.
Sem falar que encurtam o caminho para a intimidade.
Dizemos pelo computador coisas que, face a face, seriam mais trabalhosas.
Por não ser ao vivo, perde o caráter afetivo?
Nem se discute que o encontro é sagrado.
Mas é possível estar ao lado de quem a gente gosta por outros meios.
Quando leio um livro indicado por uma amiga, fico mais próxima dela.
Quando mando flores, vou junto com o cartão.
Já visitei um pequeno lugarejo só para sentir o impacto que uma pessoa querida havia sentido, anos antes.  Também é estar junto.
Sendo assim, bilhetes, e-mails, livros e quindins na portaria não é distância: é só um outro tipo de abraço.






Aprendendo a viver - (Herman Melville)

Aprendendo a viver


Aprendi que se aprende errando
Que crescer não significa fazer aniversário. 
Que o silêncio é a melhor resposta, quando se ouve uma bobagem.
Que trabalhar significa não só ganhar dinheiro.
Que amigos a gente conquista mostrando o que somos.
Que os verdadeiros amigos sempre ficam com você até o fim.
Que a maldade se esconde atrás de uma bela face.
Que não se espera a felicidade chegar, mas se procura por ela
Que quando penso saber de tudo ainda não aprendi nada
Que a Natureza é a coisa mais bela na Vida.
Que amar significa se dar por inteiro
Que um só dia pode ser mais importante que muitos anos.
Que se pode conversar com estrelas
Que se pode confessar com a Lua
Que se pode viajar além do infinito
Que ouvir uma palavra de carinho faz bem à saúde.
Que dar um carinho também faz...
Que sonhar é preciso
Que se deve ser criança a vida toda
Que nosso ser é livre
Que Deus não proíbe nada em nome do amor.
Que o julgamento alheio não é importante
Que o que realmente importa é a Paz interior.

"Não podemos viver apenas para nós mesmos.
Mil fibras nos conectam com outras pessoas;
e por essas fibras nossas ações vão como causas
e voltam pra nós como efeitos."

(Herman Melville)






quinta-feira, 28 de julho de 2011






REFÚGIO
 
Nenhum ser humano sabe os seus segredos...
Só o mar vem buscar seus recados, cujo destinatário
parece responder, enviando carícias na brisa que sopra seus cabelos.
Logo, o sól deixará um último beijo em sua face e dará lugar ao luar...
E o luar trará, talvez, a poesia que espera ouvir no marulhar das mansas ondas
que lambem as pedras, deixando marcas que só ela sabe traduzir...
E o oceano entoará uma suave melodia em parceria com o vento...
E então, finalmente, só ela percebrá no horizonte prateado
a imagem do poeta que partiu, um dia...
 

Edson Carlos Contar




Um tempinho com Você - Refugio

Encontrei este video no you tube e gostei demais, espero que vocês tambem gostem
Fiquem com Deus


Contos que Encantam - Lu Simplesmente







Nos contos que encantam...tiramos testemunhos que nos servem de conforto para nossa alma as vezes tão confusa.
Quisera eu..ter este poder de confortar os corações solitários na busca de uma pontinha de esperança para sonhos inacabados..e tristes.
Dar uma estrelinha verde..cheia de carinho...e o fio que leva a saida de um problema que pode ser facil para quem ouve, mas dificil para quem o vive.
Quando entrei para a Igreja que escollhi para minha crença, pensei a mesma coisa ao ter a oportunidade de subir ao Púlpito e ,(como lugar Sagrado) em nome de Deus falar de sua Palavra..com a responsabilidade que este momento exige, proporcionando uma benção para a pessoa que veio atraz de uma resposta.
Pode parecer estranho a comparação mas, tudo leva a  mesma busca , seja ela de qualquer espécie... Porque Deus nos faz ler...o que precisamos ouvir...seja de qualquer fonte...
Fiquem com Deus. 


LU SIMPLESMENTE









O Amor    -   

  •                                    khalill gibran




quarta-feira, 27 de julho de 2011

Misteriosa como nunca...Príncips








No regresso ao aconchego,
D’onde o dia exauriu as energias 
e na volta há um tobogã enorme
Na escuridão do breu que se apresenta
Em plumas de tapete mágico preto
Avisto-te deslumbrante... 
Magnânima!Lanço-te o beijo soprado.
Se bem recordo, nona parte da terra.
Mas neste dia era imensa, vistosa.
Delirante, cheia, penetrante...
Neste dia prateado e eu acelerado
Noventa por cento quase sempre
Mas de noite você menina
Cabeleira sedosa-suave;
Em ondas sobre as colinas
 Intrigante...Analisei depois de admirado:
Tua cor com um leve pardo-amarelado?!...
Sempre tão alva...Linda mais que antes, ainda...
 ...Mas, O Sol te lançava raios persistentes
Ou, o vermelho-terra já te reflete?...

Você é muito importante




Você é muito importante

Uma professora decidiu homenagear seus alunos do último ano colegial, dizendo a cada um deles a sua importância.

Ela chamou todos os alunos em frente à classe, um de cada vez.

Primeiro, disse a eles como eram importantes para ela e para a classe.

Então presenteou cada um deles com um laço azul com uma frase impressa em letras douradas:

EU SOU IMPORTANTE


Depois, a professora resolveu desenvolver um trabalho com a classe para ver que tipo de impacto o reconhecimento teria sobre a comunidade.

Deu a cada aluno mais três laços e os instruiu para que saissem e disseminassem a cerimônia de reconhecimento.

Em seguida eles deveriam acompanhar os resultados.

Observar quem homenagearia quem, e relatar à classe dentro de uma semana.

Um dos alunos foi até um executivo Júnior de uma empresa próxima e o condecorou por ajudá-lo no planejamento de sua carreira.

Então, deu-lhe dois outros laços e disse:

- Estamos fazendo um trabalho para a escola sobre reconhecimento. Gostaríamos que você procurasse alguém para homenagear, que o presenteasse com um laço azul, e que lhe desse outro laço para homenagear outra pessoa, disseminando esta cerimônia de reconhecimento.

Em seguida, por favor, procure-me novamente e conte-me o que aconteceu.

Mais tarde naquele dia, o executivo Júnior procurou seu chefe, que, era tido até então como um cara rabugento.

Pediu ao chefe que sentasse e disse-lhe que o admirava profundamente pôr ser um gênio criativo.

O chefe pareceu muito surpreso.

O rapaz, perguntou-lhe se aceitaria o laço azul como presente e se permitia que ele o colocasse.

Seu chefe surpreso disse que sim.

O executivo Júnior pegou o laço de fita azul e colocou-o no paletó do chefe bem em cima do coração.

Ao dar ao chefe o último laço disse:

-O senhor me faz um favor. Receberia este outro laço e o passaria adiante homenageando outra pessoa, o garoto que me deu o laço está fazendo um trabalho para a escola e quer que esta cerimonia de reconhecimento prossiga, para descobrir como ela influencía as pessoas.

Naquela noite, ao chegar em casa, o chefe procurou seu filho de quatorze anos e pediu que se sentasse e disse:

-Hoje me aconteceu uma coisa incrível. Estava em meu escritório e um dos executivos Juniores entrou, disse que me admirava e me deu este laço azul por me considerar um gênio criativo. Então, ele prendeu este laço que diz "Eu sou importante" no meu paletó, bem sobre meu coração...
Deu-me um outro laço e pediu-me que homenageasse uma outra pessoa. Esta noite, voltando para casa, comecei a pensar a quem homenagearia com este laço e pensei em você. Quero homenagear você. Meus dias são muitos tumultuados e, quando chego em casa, não lhe dou muita atenção.
Algumas vezes grito com você por não tirar boas notas na escola e por seu quarto estar uma bagunça, mas de qualquer forma, esta noite eu gostaria apenas de me sentar aqui e dizer-lhe que você é Muito Importante para mim.
Além de sua mãe, você é a pessoa mais importante em minha vida.
Você é um grande filho e eu amo você.

O sobressaltado garoto começou a soluçar, e não conseguia parar de chorar.

Todo o seu corpo tremia.

Ele olhou para o pai e disse através de lágrimas:

-Papai, eu planejava cometer o suicídio amanhã, porque achava que você não me amava.

Agora não preciso mais.

Eu recebi esta mensagem e envio para você que é uma pessoa muito importante para mim!

Um abraço amigo a você e que Deus o abençoe.





terça-feira, 26 de julho de 2011

Cecilia Meireles - biografia e video


BIOGRAFIA
Órfã do pai, Carlos Alberto de Carvalho Meireles, três meses antes de seu nascimento, e da mãe, Matilde Benevides Meireles, aos três anos de idade. Os seus pais haviam tido três outros filhos antes dela, nenhum dos quais sobrevivera. A sua poesia, focada com frequência na passagem do tempo e na ausência de sentido da vida, foi fortemente influenciada por essas perdas.
Cecília foi, a partir de então, criada por sua avó portuguesa, D. Jacinta Garcia Benevides e, aos nove anos, começou a escrever poesia. Freqüentou a Escola Normal no Rio de Janeiro, entre os anos de 1913 e 1916. Como professora, estudou línguas, literatura, música, folclore e teoria educacional.
No ano de 1922 casou-se com o pintor português Fernando Correia Dias com quem teve três filhas. O seu marido, que sofria de depressão aguda, suicidou-se em 1935. Cecília voltou a se casar, no ano de 1940, quando se uniu ao professor e engenheiro agrônomo Heitor Vinícius da Silveira Grilo.
Aos dezoito anos de idade publicou o seu primeiro livro de poesias (Espectro, 1919), um conjunto desonetos simbolistas. Embora vivesse sob a influência do Modernismo, apresentava ainda, em sua obra, heranças do Simbolismo e técnicas do Classicismo, Gongorismo, Romantismo, Parnasianismo, Realismo eSurrealismo, razão pela qual a sua poesia é considerada atemporal.
Teve ainda importante atuação como jornalista, com publicações diárias sobre problemas na educação, área à qual se manteve ligada fundando, em 1934, a primeira biblioteca infantil do Rio de Janeiro. Observa-se ainda seu amplo reconhecimento na poesia infantil com textos como Leilão de JardimO Cavalinho BrancoColar de CarolinaO mosquito escreveSonhos da meninaO menino azul e A pombinha da mata, entre outros. Ela traz para a poesia infantil a musicalidade característica de sua poesia, explorando versos regulares, a combinação de diferentes metros, o verso livre, a aliteração, a assonância e a rima.
Os poemas infantis de Cecília Meireles não ficam restritos à leitura infantil, permitindo diferentes níveis de leitura.
Em 1923, publicou Nunca Mais... e Poema dos Poemas, e, em 1925, Baladas Para El-Rei. Após longo período, em 1939, publicou Viagem, livro com o qual ganhou o Prêmio de Poesia da Academia Brasileira de Letras.
A autora publicou regularmente, até a sua morte, no ano de 1964, dois dias após ter completado 63 anos. Algumas de suas publicações neste período foram Vaga Música (1942), Mar Absoluto e Outros Poemas(1945), Retrato Natural (1949), Romanceiro da Inconfidência (1953), Metal Rosicler (1961), Poemas Escritos na Índia (1962), Solombra (1963) e Ou Isto ou Aquilo (temática infantil, 1964).



http://www.contos.poesias.nom.br









































Serenata -Cecília Meireles


Serenata
Cecília Meireles


Permita que eu feche os meus olhos,
pois é muito longe e tão tarde!
Pensei que era apenas demora,
e cantando pus-me a esperar-te.


Permite que agora emudeça:
que me conforme em ser sozinha.
Há uma doce luz no silencio,
e a dor é de origem divina.


Permite que eu volte o meu rosto
para um céu maior que este mundo,
e aprenda a ser dócil no sonho
como as estrela



s no seu rumo.

Canção - Cecília Meireles





Medo de amar?
 Parece absurdo, com tantos outros medos que temos que enfrentar:
 medo da violência, medo da inadimplência, e a não menos temida solidão,
 que é o que nos faz buscar relacionamentos.
 Mas absurdo ou não, o medo de amar se instala entre as nossas vértebras e 
a gente sabe por quê.

O amor, tão nobre, tão denso, tão intenso, acaba.

 Rasga a gente por dentro, faz um corte profundo que vai do peito até a virilha, 
o amor se encerra bruscamente porque de repente uma terceira pessoa surgiu ou 
simplesmente porque não há mais interesse ou atração, sei lá,
 vá saber o que interrompe um sentimento, é mistério indecifrável.
 Mas o amor termina, mal-agradecido, termina, e termina só de um lado,
 nunca se encerra em dois corações ao mesmo tempo,
 desacelera um antes do outro, e vai um pouco de dor pra cada canto.
 Dói em quem tomou a iniciativa de romper, porque romper não é fácil,
 quebrar rotinas é sempre traumático.
 Além do amor existe a amizade que permanece e a presença com que se acostuma,
 romper um amor não é bobagem, é fato de grande responsabilidade,
 é uma ferida que se abre no corpo do outro, no afeto do outro, e em si próprio,
 ainda que com menos gravidade.

E ter o amor rejeitado, nem se fala,

 é fratura exposta, definhamos em público,
 encolhemos a alma,
 quase desejamos uma violência qualquer vinda da rua 
para esquecermos dessa violência vinda do tempo gasto e vivido,
 esse assalto em que nos roubaram tudo, o amor e o que vem com ele, confiança e estabilidade.
 Sem o amor, nada resta, a crença se desfaz,
 o romantismo perde o sentido, músicas idiotas nos fazem chorar dentro do carro.

Passa a dor do amor, vem a trégua,

 o coração limpo de novo, os olhos novamente secos
, a boca vazia. Nada de bom está acontecendo, mas também nada de ruim.
 Um novo amor? Nem pensar. Medo, respondemos.

Que corajosos somos nós, 

que apesar de um medo tão justificado,
 amamos outra vez e todas as vezes que o amor nos chama,
 fingindo um pouco de resistência mas sabendo que para sempre é impossível recusá-lo.






Martha Medeiros





segunda-feira, 25 de julho de 2011

O medo do Amor - Martha Medeiros



Medo de amar? Parece absurdo, com tantos outros medos que temos que enfrentar: medo da violência, medo da inadimplência, e a não menos temida solidão, que é o que nos faz buscar relacionamentos. Mas absurdo ou não, o medo de amar se instala entre as nossas vértebras e a gente sabe por quê.

O amor, tão nobre, tão denso, tão intenso, acaba. Rasga a gente por dentro, faz um corte profundo que vai do peito até a virilha, o amor se encerra bruscamente porque de repente uma terceira pessoa surgiu ou simplesmente porque não há mais interesse ou atração, sei lá, vá saber o que interrompe um sentimento, é mistério indecifrável. Mas o amor termina, mal-agradecido, termina, e termina só de um lado, nunca se encerra em dois corações ao mesmo tempo, desacelera um antes do outro, e vai um pouco de dor pra cada canto. Dói em quem tomou a iniciativa de romper, porque romper não é fácil, quebrar rotinas é sempre traumático. Além do amor existe a amizade que permanece e a presença com que se acostuma, romper um amor não é bobagem, é fato de grande responsabilidade, é uma ferida que se abre no corpo do outro, no afeto do outro, e em si próprio, ainda que com menos gravidade.

E ter o amor rejeitado, nem se fala, é fratura exposta, definhamos em público, encolhemos a alma, quase desejamos uma violência qualquer vinda da rua para esquecermos dessa violência vinda do tempo gasto e vivido, esse assalto em que nos roubaram tudo, o amor e o que vem com ele, confiança e estabilidade. Sem o amor, nada resta, a crença se desfaz, o romantismo perde o sentido, músicas idiotas nos fazem chorar dentro do carro.

Passa a dor do amor, vem a trégua, o coração limpo de novo, os olhos novamente secos, a boca vazia. Nada de bom está acontecendo, mas também nada de ruim. Um novo amor? Nem pensar. Medo, respondemos.

Que corajosos somos nós, que apesar de um medo tão justificado, amamos outra vez e todas as vezes que o amor nos chama, fingindo um pouco de resistência mas sabendo que para sempre é impossível recusá-lo.
Martha Medeiros


Estamos com fome de amor - Arnaldo Jabor




Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar: "Digam o que disserem, o mal do século é a solidão". Pretensiosamente digo que assino embaixo sem dúvida alguma. Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias.

Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas. E saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos.

Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dance", incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida?

Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçados, sabe, essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.

Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção. Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.

Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos Orkut, o número que comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra ser sozinho!".

Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.

Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa. Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega.

Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, "pague mico", saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta.

Mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois.

Quem disse que ser adulto é ser ranzinza? Um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: "vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida".

Antes idiota que infeliz!
Arnaldo Jabor

Para quem quer aprender a gostar - Artur da Távola

Artur da Távola
Para quem quer aprender a gostar

Talvez seja tão simples, tolo e natural que você nunca tenha parado para pensar:
aprenda a fazer bonito o seu amor.
Ou fazer seu amor ser ou ficar bonito.
Aprenda, apenas, a tão difícil arte de amar bonito.
Gostar é tão fácil que ninguém aceita aprender.
Tenho visto muito amor por aí.
Amores mesmo, bravios, gigantescos, descomunais, profundos, sinceros, cheios de entrega, doação e dádiva.
Mas esbarram na dificuldade de se tornar bonitos.
Apenas isso: bonitos, belos ou embelezados, tratados com carinho, cuidado e atenção.
Amores levados com arte e ternura de mãos jardineiras.

Aí esses amores que são verdadeiros, eternos e descomunais de repente se percebem ameaçados apenas e
tão somente porque não sabem ser bonitos: cobram; exigem; rotinizam; descuidam; reclamam;
deixam de compreender; necessitam mais do que oferecem; precisam mais do que atendem; enchem-se de razões.
Sim, de razões. Ter razão é o maior perigo no amor.

Quem tem razão sempre se sente no direito (e o tem) de reivindicar, de exigir justiça,
equidade, equiparação, sem atinar que o que está sem razão talvez passe por um momento
de sua vida no qual não possa ter razão. Nem queira. Ter razão é um perigo; em geral
enfeia um amor, pois é invocado com justiça, mas na hora errada. Amar bonito é saber a hora de ter razão.
Ponha a mão na consciência. Você tem certeza de que está fazendo o seu amor bonito?

De que está tirando do gesta, da ação, da reação,do olhar, da saudade, da alegria do encontro,
da dor do desencontro a maior beleza possível? Talvez não. Cheio ou cheia de razões, você espera
do amor apenas aquilo que é exigido por suas partes necessitadas, quando talvez dele devesse
pouco esperar, para valorizar melhor tudo de bom que de vez em quando ele pode trazer.

Quem espera mais do isso sofre, e sofrendo deixa de amar bonito.
Sofrendo, deixa de ser alegre, igual, irmão, criança. E sem soltar a criança, nenhum amor é bonito.
Não tema o romantismo. Derrube as cercas da opinião alheia. Faça coroas de margaridas e enfeite a cabeça de quem você ama.
Saia cantando e olhe alegre. Recomendam-se: encabulamentos; ser pego em flagrante gostando;
não se cansar de olhar; não atrapalhar a convivência com teorizações;
adiar sempre, se possível com beijos,“aquela conversa importante que precisamos ter”; arquivar, se possível, as reclamações pela pouca atenção recebida.
Para quem ama, toda atenção é sempre pouca. Quem ama feio não sabe que pouca atenção pode ser toda atenção possível.
Quem ama bonito, não gasta o tempo dessa atenção cobrando a que deixou de ter.

Não teorize sobre o amor (deixe isso para nós, pobres escritores que vemos a vida como a criança
de nariz encostado na vitrina cheia de brinquedos dos nossos sonhos): não teorize sobre o amor; ame.
Siga o destino dos sentimentos aqui e agora. Não tenha medo exatamente de tudo o que você teme.
Como: a sinceridade; não dar certo; depois vir a sofrer (sofrerá de qualquer jeito); abrir o coração;
contar a verdade d o tamanho do amor que sente. Jogue pro alto todas as jogadas, estratagemas, golpes,
espertezas, atitudes sabidamente eficazes (não é sábio ser sabido): seja apenas você no auge da sua emoção
e carência, exatamente aquele você que a vida impede de ser. Seja você cantando desafinado, mas todas as manhãs.

Falando besteira, mas criando sempre. Gaguejando flores. Sentindo o coração bater como no tempo do natal infantil.
Revivendo os carinhos que intui em criança. Sem medo de dizer eu quero, eu gosto, eu estou com vontade.
Talvez aí você consiga fazer o seu amor bonito, ou fazer bonito o seu amor, ou bonitar fazendo o seu amor,
ou amar fazendo o seu amor bonito (a ordem das frases não altera o produto), sempre que ele seja a mais verdadeira expressão de tudo o que você é, e nunca: deixaram, conseguiu, soube, pôde, foi possível, ser.
Se o amor existe, seu conteúdo já é manifesto. Não se preocupe mais com ele e suas definições.
Cuide agora da forma. Cuide da voz. Cuide da fala. Cuide do cuidado. Cuide do carinho.
Cuide de você. Ame-se o suficiente para ser capaz de gostar 
do amor e só assim poder começar a tentar fazer o outro feliz. 







domingo, 24 de julho de 2011

Nunca Pare... Lu Simplesmente









Nunca pare de lutar pelos seus ideais..nunca perca as esperanças ...nem tampouco tenha medo de tentar..
Nesta vida tudo que temos ..são nossos sonhos querendo sair em busca de um ideal de vida ...de um amor..de um sonho magico.
Busque..nas estrelas..nos sonhos..na realidade de sua vida...mas vá em frente sempre. 
Obstáculos virão...provas...decepções...insegurança, mas lembre-se que nada pode fazer você desistir daquilo que seu coração quer..e que a vitória será completa..se você tiver FÉ!
As forças..virão por essa fé que nos leva à frente..brigando,lutando por nossos ideais..mas que no final da batalha..com humildade...nos levará à Vitória...Creia...Você tudo pode...Naquele que te fortalece.








Lu Simplesmente



Para o resto de nossas vidas...

Existem coisas pequenas e grandes, coisas que levaremos para o resto de nossas vidas...
Talvez sejam poucas, quem sabe sejam muitas, depende de cada um, depende da vida que cada um de nós levou.
Levaremos lembranças, coisas que sempre serão inesquecíveis para nós, coisas que nos marcarão, que mexerão com a nossa existência em algum instante.
Provavelmente iremos pela a vida a fora colecionando essas coisas, colocando em ordem de grandeza cada detalhe que nos foi importante, cada momento que interferiu nos nossos dias, que deixou marcas, cada instante que foi cravado no nosso peito como uma tatuagem.
Marcas, isso... serão marcas, umas mais profundas, outras superficiais, porém com algum significado também.
Serão detalhes que guardaremos dentro de nós e que se contarmos para terceiros talvez não tenha a menor importância, pois só nós saberemos o quanto foi incrível vivê-los.
Poderá ser uma música, quem sabe um livro, talvez uma poesia, uma carta, um e-mail, uma viagem, uma frase que alguém tenha nos dito num momento certo.
Poderá ser um raiar de sol, um buquê de flores que se recebeu, um cartão de natal, uma palavra amiga num momento preciso.
Talvez venha a ser um sentimento que foi abandonado, uma decepção, a perda de alguém querido, um certo encontro casual, um desencontro proposital.
Quem sabe uma amizade incomparável, um sonho que foi alcançado após muita luta, um que deixou de existir por puro fracasso.
Pode ser simplesmente um instante, um olhar, um sorriso, um perfume, um beijo.
Para o resto de nossas vidas levaremos pessoas guardadas dentro de nós.
Umas porque nos dedicaram um carinho enorme, outras porque foram o objeto do nosso amor, ainda outras por terem nos magoado profundamente. Quem sabe haverão algumas que deixarão marcas profundas por terem sido tão rápidas em nossas vidas e terem conseguido ainda assim plantar dentro de nós tanta coisa boa?
Lá na frente é que poderemos realmente saber a qualidade de vida que tivemos, a quantidade de marcas que conseguimos carregar conosco e a riqueza que cada uma delas guardou dentro de si.
Bem lá na frente é que poderemos avaliar do que exatamente foi feita a nossa vida, se de amor ou de rancor, se de alegrias ou tristezas, se de vitórias ou derrotas, se de ilusões ou realidades.
Pensem sempre que hoje é só o começo de tudo, que se houver algo errado ainda está em tempo de ser mudado e que o resto de nossas vidas de certa forma ainda está em nossas mãos.


AJUDA DIVINA - UMAS POUCAS MOEDAS, UMA GRANDE PROVA...

Queridos amigos e amigas...
O que vou relatar agora é testemunho da verdade e o faço para mostrar minha firme convicção de que Deus está sempre presente em nossas vidas e que orando com fé milagres acontecem.
Em meados do mês de abril de 2000 eu estava desempregado e absolutamente sem dinheiro, não havia nem mesmo para minha alimentação, minhas contas estavam todas atrasadas a mais de seis meses, todos os meus recursos já se haviam esgotado, estava quase sendo despejado do apartamento, meu carro ia ser tomado pelo banco e eu sobrevivia às custas da ajuda de um vizinho e do zelador do prédio em que morava, meu grande amigo Reinold, que muitas vezes partilhava comigo o pouco que tinha.
Desesperado eu rezei por ajuda, implorei aos céus por uma oportunidade de voltar a trabalhar e retomar minha dignidade. A noite caiu e eu, faminto, só, cansado e triste com a situação tentei dormir um pouco.
Durante a noite, depois de um terrível pesadelo que me deixou acordado por algumas horas, comecei a sentir uma brisa suave que corria pelo meu quarto, mesmo estando portas e janelas fechadas.  Um extremo sentimento de paz e alívio invadiu meu ser, pensamentos positivos burbulhavam em minha mente um pouco confusa com o que estava sentindo...
Senti em toda aquela solidão que eu não estava mais sozinho... Uma sensação de conforto tomou conta de mim e por fim adormeci.
Pela manhã, fui acordado pelo meu amigo zelador dizendo-me que uma pessoa da agência de atores havia telefonado e que eu deveria contatá-los imediatamente. Havia um trabalho importante para mim: um produtor da TV Record se interessou pelo meu perfil artístico e queria que eu participasse de um filme publicitário sobre o dia 1° de maio, Dia do Trabalhador. O tema principal era mostrar que Deus iria abrir uma porta para os desempregados.  Logo eu, que estava naquela penúria, fui escolhido dentre tantos para levar uma mensagem de força e fé a todos os irmãos que passavem pelo mesmo problema. Logo eu?!?...  Por quê?!?... Só Deus sabe...
Lembrando do que tinha ocorrido durante a noite, fui até meu carro e verifiquei que o tanque de gasolina estava quase vazio. Não tinha dinheiro para ônibus, meu amigo também estava "duro" e assim resolvi arriscar. Com dificuldade e usando o recurso da famosa "banguela" consegui chegar ao local da gravação.  Fiz o meu trabalho com toda confiança, sentindo que cada palavra da mensagem era destinada a mim em primeiro lugar. O diretor da TV me informou que o "cachê" me seria pago pela agência dentro de trinta dias... E agora? Eu tinha que voltar para casa... Como? Estava sem combustível...
Meio desesperado com as previsões nada boas voltei para casa rezando por ajuda.  Ao passar por uma rua deserta, vi uma pequena bolsa de moedas caída no chão. Parei o carro, abri a porta e a peguei com certa curiosidade.  Olhei para todos os lados procurando quem a havia perdido, mas não havia ninguém naquela rua...  Graças a uma ajuda divina, haviam algumas moedas em seu interior que somaram a pequena quantia de R$-7,50. Para mim era o suficiente! Parei no primeiro posto que encontrei e coloquei R$-5,00 de gasolina, com o restante matei a minha fome com um pequeno lanche e fui embora para casa muito feliz.  Deus havia ouvido minhas preces! Apesar de todas as minhas blasfêmias Ele não me abandonou!
Até hoje agradeço por isto e rezo para que a pessoa que perdeu aquela pequena bolsinha de moedas nunca passe por privações e que nunca lhe falte nada nesta vida!
Daquele dia em diante, depois daquela maravilhosa prova da presença de Deus em nossa vida, muita coisa mudou: fui chamado para outros trabalhos publicitários, meus filhos começaram a me ajudar, em junho daquele ano ingressei em uma grande multinacional e minha vida aos poucos foi voltando ao normal.
Agradeço a Deus a todo momento por ter me iluminado nas horas difíceis e peço a todos:
ACREDITEM! TENHAM FÉ! NÃO ESTAMOS SOZINHOS NESTE MUNDO!
DEUS SEMPRE LHE ABRIRÁ UMA PORTA!!!



 Dermeval P Neves -

Imagine... ( Leonardo Sussuarana )

Imagine que há um anjo de Deus
a seu lado neste momento...

Silencie, fique tranqüilo...
e pense em todos os problemas
que gostaria de solucionar...
em tudo o que te angustia...
te faz chorar... te oprime...
te preocupa... te deixa triste...

Até mesmo seu medo do futuro, de errar,
o medo de escolher o caminho errado...

Pense agora em tudo isso...
Vamos lá, ABRA SEU CORAÇÃO e se imagine
entregando tudo isso a Deus... 

Coloque as suas mãos
em posição de entrega...

Imagine-se entregando agora,
como alguém que entrega um saco
bem pesado para outra pessoa levar...
bem devagarzinho entregue...
Deixe-o levar...

Agora, imagine tudo de bom,
que você quer que aconteça,
ou que já tenha acontecido;
momentos de felicidade, de amizade,
de carinho, de paz, de amor...

Coloque tudo em suas mãos,
mentalize...
faça o gesto de guardar no seu coração,
abraçando calorosamente
toda essa energia boa,
todos esses ganhos,
todas essas conquistas... 

Como se guarda uma jóia numa caixinha...
Coloque aquele tesouro guardado lá dentro,
diga um obrigado, com muita fé, de coração.

Agradeça por tudo isso
de bom que ficou,
e pelo ruim que saiu...

Conte até três e respire bem fundo...
mais fundo ainda...
RELAXE... assim... bem gostoso...

Agora, imagine, veja que o Anjo voou
e levou tuas orações para Deus... 

Como maior agradecimento,
envie esta benção a quem você puder,
não custa nada.
Mesmo àquelas pessoas que você acha
que estão maravilhosamente bem.

E, que DEUS LHE ABENÇOE...
hoje e sempre a paz, a bondade,
o carinho, o Amor esteja Consigo...

( Leonardo Sussuarana )

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Um poeta nasce e morre entre a dor e o amor - Augusto Cedric

É sempre a linha tênue dos pensamentos reprimidos pela insegurança expressada,
É a esperança do ópio conflito entre o querer e não poder...
Um poeta nasce quando a ilusão brilha-te os olhos,
Quando o desejo esconde-se dentro do Eu,
Quando a canção me lembrará de um singelo você...
Um poeta vive das esperanças imaginadas,
Dos sentimentos verdadeiros que ninguém nunca estiará,
Dos gestos simples de cortejar, ou simplesmente o gesto tosco de explicar um demostrar.
Um poeta descobre que vive, quando tua presença o avivará o sentimento de te mostrar quão importantes és para vida que te circunda o anseio.
Um poeta não nasce poeta, ele revirasse contra o tempo e sofre até o fundo do mais profundo poço, para se encontrar.
Ele busca na beleza contida o motivo para te explicar, que as coisas nem sempre é como esperamos e que por isso devemos desejar que fossem inesperadas, como um simples gesto de amor.
Ser um poeta vivo é simples mente dizer-te nestas frases que
É viver como um vento, onde você nunca poderá ver, mas poderá sempre sentir quando longe sem ti.

Eu Sonhei que tu estavas tão linda! - Altemar Dutra

Eu sonhei que tu estavas tão linda
Numa festa de raro esplendor,
Teu vestido de baile lembro ainda,
Era branco, todo branco, meu amor.

A orquestra tocou umas valsas dolentes,
Tomei-te aos braços, fomos bailando
Ambos silentes,

E os pares que rodeavam entre nós
Diziam coisas, trocavam juras
A meia voz.

Violinos enchiam o ar de emoções
E de desejos uma centena de corações.
Pra despertar teu ciúme
Tentei flertar alguém,

Mas tu não flertaste ninguém,

Olhavas só para mim,

Vitórias de amor cantei,

Mas foi tudo um sonho, acordei.






(1942)
Letra de Lamartine Babo
Música de Francisco Mattoso
Intérprete Altemar Dutra




Elos da Vida - autor desconhecido

Elos da Vida

Pessoas são como elos...
Elos que se entrelaçam pela força do destino, Elos que se definem pelo livre arbítrio...

Pessoas formam histórias.
Histórias de vida, com rumos pré destinados...
Histórias de vida, de livre escolha dos próprios atos.
O nosso eu acaba sendo formado de pessoas....

Pessoas que amamos, pessoas que odiamos,
pessoas especiais ou insignificantes...
A nossa história é formada de pessoas...
Muitas delas ficam apenas um pouquinho conosco...

Outras, uma eternidade de tempo físico...
Outras ainda uma eternidade de tempo espiritual.
Essas permanecem conosco mesmo depois que o elo físico se rompe...

São personagens de relações eternas de amor!

O rompimento doloroso só consegue provocar o afastamento da matéria; do espírito jamais...

São essas pessoas que fundamentam o nosso
alicerce de vida.

Elas vão e ficam ao mesmo tempo. São pessoas que jamais nos deixam sós,
pelo simples fato de morarem dentro de nossos corações...

Elas são elos inquebráveis, que nos tornam capazes de sermos também elos em outras vidas...
Elos de amizade...
Elos de amor...
Assim é a corrente da vida, onde as pessoas formam sempre elos...
Sinto que vivemos uma nova era de relacionamento, feita também de elos...
Elos virtuais...mas tão reais...
Elos que nos marcam profundamente!!!

Autor desconhecido