segunda-feira, 31 de outubro de 2011

ETERNA BUSCA… & Só em mim... por Nancy Moises





ETERNA BUSCA…
                                                            


Eternos  são os pensamentos,
De uma alma que se busca o aconchego do carinho,
Afago de uma mão,
Calor de uma palavra e o suspiro de um coração partido.
Ideal de romance talvez ironizado, provocante,
De encontros numa procura encantada,
Pelo tempo perdido e porque não por uma vida de busca.

Nancy moisés




Só em mim... 
Nancy Moises
Ouvi o seu silêncio,

Pensei em você,

Só dentro de mim,

Sorri para mim mesma,

Achei graça em tudo,

Uma expectativa incômoda,

Sua música me ecoava,

O ar que fluía era um ar puro e frio,

Gostoso de se sentir.

Lembro-me de seu sorriso,

De sua simplicidade e

De seu amor por tudo...
.
Sorri,

Sorri sim,

Mas depois chorei,

Porque vi que você se perdeu,

Neste ar tão puro,

Mas nunca se perderá dentro de mim.

Nancy Moises



NÃO É TRISTEZA, É SAUDADE. Maria Hilda de J. Alão & Lionel Ritchie - Say you Say me


NÃO É TRISTEZA, É SAUDADE.Maria Hilda de J. Alão


Não é tristeza, é saudade,
Não é dor que meu peito invade.
Tristeza é mal destrutivo, negativo,
Saudade é benção, é lenitivo,
Pois só se sente saudade do positivo.
Não é verdade, não creias que te esqueci,
Com as lembranças meu coração aqueci.
Dei um tempo para rever posições
De vida, através de profundas reflexões.
Momentos vacilantes de incerteza,
Que mortal não os tem?
Depois de avaliar meus sentimentos
Ficou patente, do amor, a grandeza,
Que não mediu as conseqüências,
Desabrochou como flor no jardim
E um dia murchou deixando o aroma,
Que até hoje inebria na soledade
Esta mulher que te ama,
Sem esperança, é bem verdade,
Mas não guarda consigo a dureza
Da palavra tristeza,
Que quando chega encontra o antídoto
Preparado com essências da saudade.

Lionel Ritchie  -  Say you  Say me

sábado, 29 de outubro de 2011

Longe - Leila Krüger. & Mariah Carey - Through the rain (Tradução)


                               Longe



Mas se eu tiver que ser sozinha, serei inteira
serei plácida, como o lago que espera a chuva
como a chuva que busca a manhã.

E se eu tiver que ser escura, serei grandiloquente
se tácita, valente
se árida, compreensiva, ao menos
se ainda assim severa... então liberta.

E se me perder de tudo, e até do fim...
possivelmente eu serei nova
como o verão, no céu de janeiro
como janeiro, no céu de Paris!
Seja lá onde for Paris...          

Hoje, em qualquer lugar, longe daqui. Longe, longe...



Leila Krüger.


http://leilakruger.blogspot.com


Mariah Carey - Through the rain  (Tradução)

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Par perfeito & Abba - I have a deam


Par perfeito



uma mensagem interessante sobre o par perfeito: Era uma vez um anjinho muito distraído chamado AMOREL, que recebeu uma incumbência de Deus: 

- AMOREL, acabo de inventar os humanos. Eles estão classificados como homem e mulher, cada um tem seu par perfeito e já estão todos alinhados de par em par. Pegue esta bandeja com humanos e leve para que eles habitem a Terra. 

AMOREL ficou contente pois, há muito tempo, o Senhor não o chamava para tão nobre trabalho. O anjinho pegou a bandeja e ao virar uma esquina lá no céu, trombou com uma anjinha chamada AMANDA. 

A bandeja voou longe, e todos os casais de humanos se misturaram. 

AMOREL e AMANDA ficaram desesperados e foram contar para Deus o ocorrido e o Senhor falou: - Vocês derrubaram, vocês juntarão! Porém, parece que Deus se esqueceu que os anjinhos eram distraídos. E é por isso que a cada dia os casais se juntam e se separam. Os dois anjinhos, trabalham incessantemente para que o par perfeito original se encontrem. 

O trabalho é muito difícil, tanto é, que por muitas vezes eles juntam pares errados, pois os humanos espalhados ficam inquietos e cobram o serviço dos anjinhos, o tempo todo. Quando os humanos se mostram muito desesperados, os anjinhos unem dois desesperados, mas logo depois percebem o engano e os separaram, e por muitas vezes, esta separação é brusca, pois não se tem tempo a perder. 

Recebi um bilhete dos dois anjinhos e vou mandar pra você agora. 



"Se você é um humano, queremos pedir desculpas pela nossa distração, pois errar não é só humano! Estamos trabalhando com empenho, porém, sempre contando com a ajuda de vocês. Não se desesperem mas também, não se isolem. 

Tentem se mostrar realmente, quem é cada um de vocês, pois a medida que cada um mostrar o que é de verdade, vai tornar o nosso trabalho mais fácil. Aproveitamos a oportunidade, para nos desculpar pelas separações abruptas, sabemos que elas geram muito transtorno, mas se nós o separamos de alguém, é por que em algum canto vimos alguém bem mais parecido e por isso precisamos isolá-los para facilitar o encontro." 


http://www.otimismoemrede.com


Autor desconhecido 










                                                             I have a dream   -  Abba



Só por hoje - Paulo Trevisan

Só por hoje


Só por hoje direi que estou de mal com a depressão e se ela der as caras aplicar-lhe-ei vinte bofetões de alegria. 

Só por hoje darei alta aos analistas, psicólogos, psiquiatras, conselheiros, filósofos e proclamarei que se antes eu era porque era o que eu era, agora sou o que sou porque sou tão feliz quanto penso que sou. 

Como penso que sou feliz, logo sou. 

Só por hoje direi que a vida é uma festa, acreditarei que a vida é uma festa e farei da festa a minha vida. 

Só por hoje admitirei que todo homem nasce feliz, passa a infância feliz, depois cresce e esconde a felicidade para que não a roubem, só que daí esquece onde a colocou. Mas só por hoje lembrarei que estás na minha mente. 

Só por hoje rirei à toa e contar-me-ei uma piada tão velha quanto a história daquele sujeito que olhava por cima do óculos para não gastar as lentes. 

Só por hoje, revelarei ao mundo que sou feliz e chamarei de absurda toda opinião contrária. 

Só por hoje acreditarei que ri melhor quem ri por si mesmo. Já estou rindo. 

Só por hoje informarei a todos que sou tão feliz quanto resolvi ser. 

Só por hoje guardarei a seriedade no baú e deixarei que a criança interior brinque comigo o tempo todo. 

Só por hoje estarei tão bem-humorado que rirei até até daquele anúncio que diz: "Vende-se uma mala por motivo de viagem." 

Só por hoje admitirei que ser feliz é tão simples quanto dizer que sou feliz. 

Só por hoje estarei tão feliz que não sentirei falta de sentir falta da felicidade. 

Só por hoje expulsarei da minha casa a tristeza e hospedarei a alegria, o sorriso e o bom-humor. 

Só por hoje abrigarei a felicidade sob o meu teto, vesti-la-ei com roupas do bem-estar, dar-lhe-ei a comida do sorriso, a bebida da alegria e a divertirei com conversas agradáveis e positivas. 

Só por hoje me divorciarei do passado, romperei o namoro indecoroso com os males do presente e casarei indissoluvelmente com a felicidade. 

Só por hoje hastearei a bandeira do bom-humor sobre meu próprio território. 

Só por hoje decidirei que sou definitivamente FELIZ. 




Paulo Trevisan 










quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Ilusões do amanhã P P Lima & Lionel Ritchie - Still

Ilusões do amanhã
P P Lima




Por que eu vivo procurando
Um motivo de viver,
Se a vida às vezes parece de mim esquecer.
Procuro em todas, mas todas não são você
Eu quero apenas viver
Se não for para mim que seja para você
Mas as vezes, parece me ignorar
Sem nem ao menos me olhar
Me machucando pra valer
Atrás dos meus sonhos eu vou correr
Eu vou me achar,
pra mais tarde em alguém me perder.
Se a vida dá presente pra cada um
O meu, cadê?
Será que esse mundo tem jeito?
Esse mundo cheio de preconceito.
Quando estou só, preso na minha solidão,
Juntando pedaços de mim que caíram ao chão
Juro que às vezes nem ao menos sei quem sou
Talvez eu seja um tolo,
Que acredita num sonho
Na procura de te esquecer
Eu fiz brotar a flor
Para carregar junto ao peito
E crer que esse mundo tem jeito
E como príncipe sonhador
Sou um tolo que ainda crê e espera o amor. 



http://www.laurapoesias.com





                                                   Lionel Ritchie  -  Still

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

LUZ QUE ME SEDUZ Roberto Sobreira & Meu conto de fadas...


LUZ QUE ME SEDUZ

 Roberto Sobreira


 

Passo a passo, meu Caminho eu traço,
no meio de flores, fadas, duendes,
pássaros cantam, me encantam,
lindo é meu Caminho em busca da LUZ...


Te encontro no meio, e de pronto me seduz...
Te tenho a meu lado, caminhamos...juntos...
Não mais sozinho, me vejo mais feliz,
por te ver, por te ter...


Buscando minha LUZ te encontrei,
estrela minha que em mim agora brilha,
iluminando minha trilha, meus passos,
doces passos em meio a riachos e árvores...


Feliz vou seguindo, sorrindo...
Cantando com os pássaros...
Leves estão meus passos, marcam minha VIDA,
com alegria, com a emoção de te encontrar,
uma estrela para guiar meu coração,

Minha LUZ que me seduz.




Meu conto de fadas

ARVORE DOS DESEJOS - Alberto Monteiro Alves™ & Conto _ O maior amor do mundo



                                                             ARVORE DOS DESEJOS





Ei,
Você aí,
Queira ouvir!
Esta minha canção.
Queira você poder ver,
O sol neste lindo desenho!
Refletir-se em pele de cor dourada,
Brilhar este imenso nascer de carinho!
Sentir de bem perto, espero poder perceber,
Entre um roubado e inesperado beijo de amor!
Tão emocionado ficarei em sentir aquele louco calor.
Vem, aproveita, aqui estou, em sonhos você esperando!
Desejando
Amando
Você aí
Ei!  



Conto  -  O maior amor do mundo

A FELICIDADE REALISTA Mário Quintana & Porque a gente se ama Roberto Carlos






A
FELICIDADE REALISTA
Mário Quintana


A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um

 pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.

Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis.
Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas.
E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos  conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar  pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente  apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes  inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos  sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito.
É o que dá ver tanta televisão.
Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista.
Ter um parceiro constante, pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.
Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que  saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de  criatividade.
Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável.
Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato,   amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar.
É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz mas sem exigir-se desumanamente.
A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio.
Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta   demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se.
Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade.


http://www.clickamores.com/felicidaderealista.html





Porque a gente se ama
Roberto Carlos 

O sexo e o meu coração andam juntos
Só se alimentam de amor, comem juntos
Na hora do amor nosso amor sabe tudo
Tudo do bom e do melhor, não me iludo
Loucuras de amor quando a gente se abraça
Uma vontade que dá e não passa
A porta se fecha e nós dois
Fazemos amor e depois
Se tudo isso é bom muito mais
Porque a gente se ama

Sexo ação mental não dá certo
Só um amor total é completo
Sexo ação mental não dá certo
Só um amor total é completo, completo

A gente se encosta e até sai faísca
Se pega de beijos que até dá na vista

Não dá pra esconder o que é
A gente já sabe o que quer
Ficar só pensando pra que
Se a gente se ama

Sexo ação mental não dá certo
Só um amor total é completo, completo

Não dá pra esconder o que é
A gente já sabe o que quer
Ficar só pensando pra que
Se a gente se ama

Sexo ação mental não dá certo
Só um amor total é completo
Sexo ação mental não dá certo
Só um amor total é completo, completo
Completo, completo 







http://www.romantichome.net/musicas/porqueagenteseamarc.htm








Porque a gente se ama
Roberto Carlos 










A Chama fragil & So Many Things Sarah Brightman

A Chama fragil



                     A vida é como uma chama frágil e perene, 


                  onde o luminoso é sempre sustentado pelo opaco.



O vento dos anos sopra sobre cada um que, ao viver,


emana sua luz sideral, até que restem as terrenas cinzas.


Que a luz de teu existir não brilhe em vão.


Que aqueça corações,


incendeie sentimentos,


iluminando o teu caminho e o de todos que,


por amor, te seguirem.



(Desconheço o Autor)





So Many ThingsSarah Brightman

And so many things I'd forgotten,
In a world that we shared,
With so many things for the asking.
Never asked for the madness there.
Strange how I find myself
So often on a distant shore.

There's only one thing that's confusing.
Was it you? Was it me?
With so many questions unanswered
Or was that part of your mystery?
Strange how I find myself
So often on a distant shore.

So many things I'd forgotten.

So many things for the asking.

Strange how I find myself
So often on a distant shore.
How I find myself
So often on a distant shore 

Tantas CoisasSarah Brightman 

E tantas coisas eu havia esquecido,
Nesse mundo que nós dividíamos
Com tantas coisas a serem perguntadas
Nunca perguntamos sobre aquela loucura
Estranho como eu me encontro
Tantas vezes numa praia tão distante

Há apenas uma coisa que está confusa
Foi você? Fui eu?
Com tantas perguntas não respondidas
Ou foi parte do seu mistério
Estranho como eu me encontro
Tantas vezes numa praia tão distante

Tantas coisas que eu esqueci

Tantas coisas a serem perguntada.

Estranho como eu me encontro
Tantas vezes numa praia tão distante.
Como eu me encontro
                                                    Tantas vezes numa praia tão distante 



http://www.romantichome.net/musicas/somanythingssarahb.htm

                                    So Many Things                                                   Sarah Brightman






quarta-feira, 19 de outubro de 2011

MOMENTOS MÁGICOS…Rogério Martins Simões


MOMENTOS MÁGICOS…


Rogério Martins Simões
 
No lugar onde o meu pai nasceu existe um lema muito antigo, e seguramente bem conhecidos nas outras aldeias do Concelho da Pampilhosa da Serra: VAMOS TODOS COMO OS DA PÓVOA - expressa bem, e em poucas palavras, a união de um povo, nas boas e nas más horas.
 
“Que fascínio exerceu, em mim, a tia Emília, do Pátio do Carrasco!
- Rogério unge as mãos e os pés”!
E ali ficava sentado, num banco rente ao chão, costas direitas, joelhitos bem unidos.
- O rapaz tem “cobranto” e rezava…
Depois minha mãe fazia um defumadouro e eu respirava os cheiros ancestrais dos contos mágicos do meu pai…”

 
Se há algo que recordo são os lugares e as pessoas que me dizem qualquer coisa.
Recordo perfeitamente a Pampilhosa da Serra onde ia à feira, à missa e ao pão com minha tia Laura da Conceição Simões e a minha prima Almerinda Simões.
Lembro-me de irem todos juntos - juntos sempre como os da Póvoa.
Da Póvoa recordo tudo, ou quase tudo – menos os nomes dos mais velhos, mas, ainda os vejo como eram. É interessante que depois de tantos anos tiro parecenças aos mais novos que descendem daqueles que bem conheci.
Nunca vi uma porta de casa fechada à chave e não havia notícia de por ali alguém roubar. Roubar só se fosse algum coração de menina – e eu era e sempre fui um apaixonado…

Tinha e tenho muitos amigos, na Póvoa, desse tempo menino. Corríamos todos os poços, todas as hortas, todos os caminhos. Fumávamos às escondidas, cigarros feitos de capas e barbas de milho e juntos éramos uns saudáveis traquinas! Aprendi com os “meninos-homens” da aldeia a procurar restos de bombas de foguetes, que não tinham rebentado, e a sorte esteve pelo nosso lado quando as fazíamos explodir debaixo de uma pedra ou de uma lata.

Foi ali que aprendi a jogar às cartas e foram tão bonitos esses tempos.
Apesar de só lá estar três meses seguidos, em cada ano, sempre fiz muitos amigos entre os mais idosos. Gostava de trabalhar e de ajudar os outros. Às vezes estorvava! Mas… apreciava tanto uma viagem num carro de bois do Ti Manuel Mendes. Ele era tão meu amigo que chegou a emprestar-me um jumento para ir até à aldeia mais próxima “Moninho”.
- Oh Laura! O garoto é trabalhador! Dizia o avô do César.

Era de facto trabalhador e estava sempre pronto para regar as hortas e as leiras, tal como apanhar os girinos nas águas que escorriam da “Fonte Velha” a caminho de um lugar a que chamavam do “Polome” e tinha um poço.
“Polome” era o nome que se dava a um local da povoação, um largo, um local de encontro para quem chegava e para quem partia. Junto ao este local ferravam os animais de trabalho e ali por perto enterravam as tripas das cabras que matavam para fazerem a “chanfana” para a festa de Santa Eufémia - no dia 3 de Setembro.

Recordo a chegada ao Polome e a visitas “obrigatórias” que fazíamos aos que viviam naquele lugar a Póvoa da Pampilhosa da Serra. Lá estava sempre pronto para nos receber o TI António do Vale Serrão e foi perto da sua casa que vi, pela primeira vez, o grão semeado e um desactivado o forno da telha.
A vida era difícil, ninguém diria, ninguém lamentava a má sorte, pois as casas estavam quase todas ocupadas e as hortas bem tratadas.
O fumo das lareiras saía pelas telhas ou pelos “janelos”
O galo cantava e as galinhas passeavam-se pelo mato que cobria os caminhos da aldeia que viria a servir de estrume para as sementeiras do milho e outros produtos hortícolas. Ainda hoje sinto os cheiros, os sons, as cores, o calor do verão, a fonte velha e a sua água refrescante.
Ainda vejo o cântaro na nossa casa da Eira, as panelas de ferro, a caçoila em cobre, o borralho e a braseira.
Como era gostoso ir para a “Feteira” apanhar os melhores figos e os abrunhos que não mais comi! E os morangos que cresciam nas paredes da horta! As flores! Os cachos. As ginjas e as maças.
Como vêm estou marcado. Sou um poço de saudade!
Não! Não me entendam que a minha saudade é de um tempo que não volta, (mocidade perdida). É e será difícil entender quanto eu amo a Póvoa e as suas gentes – parentes.
A minha saudade são os afectos, as recordações de tanta gente boa que nem me atrevo a citar um só nome.
A minha saudade é de ter vivido em liberdade cimentando a minha formação e alicerçando em valores a minha vida.
- Bom dia senhora Maria!

- Bom dia Rogério!
- Obrigado Rogério!
- Obrigado senhora Maria.
Aquela gente ensinou-me a dar e a receber. Ensinou-me a repartir e a não estragar o pouco que tinham. Aquela gente ensinou-me a amar e a lutar pela vida.
Vou terminar esta pequena incursão nos percursos vivos e saudáveis da minha memória…
Convidem-me para provar as filhós da aldeia do meu pai, dos meus avós.
Redescubram o bolo doce cozido num qualquer forno comunitário, com uma folha de figueira a servir de forma, e eu lá estarei para vos dar a provar a deliciosa marmelada caseira cristalizada na casa dos meus avós.  
Comerei a sopa de feijão atulhada com couves, abóbora, feijão seco e faceira de porco.
Derreter-me-ei com o lombo de porco retirado da panela de barro e com um pedaço de broa com presunto.
E se tiver frio dormirei num palheiro ou no sobrado por cima do curral das cabras!

Agora tenho de ir!
Não posso nem devo fazer esperar o povo.
O povo não parte sem mim,
nem eu parto sem o povo!


http://poemasdeamoredor.blogs.sapo.pt/2008/06/





 Amor